Por que o OOH virou o terceiro maior meio publicitário do país
Rodolfo Thomé Araújo detalha como o retorno às ruas, o uso de dados e o equilíbrio com branding impulsionaram o setor.
Rodolfo Thomé Araújo explica os fatores que levaram a mídia Out of Home ao posto de terceiro maior meio publicitário no Brasil. O diretor comercial da MOVI analisa o papel dos dados, o impacto nas capitais e a integração entre branding e performance.
Rodolfo Thomé Araújo, diretor comercial da MOVI, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre os fatores que consolidaram a mídia Out of Home (OOH) como o terceiro maior meio em investimento publicitário no Brasil. Segundo Araújo, a expansão do setor reflete uma combinação entre o comportamento do público no pós-pandemia, a profissionalização das empresas do segmento e a incorporação de inteligência de dados nas entregas.
No vídeo acima, que integra um episódio mais amplo sobre o ecossistema de mídia exterior e vendas, Araújo explica que o desejo de convívio social fora de casa acelerou a relevância dos pontos de contato urbanos. Para ele, o formato ganhou espaço estrutural no planejamento de grandes anunciantes: "muitas vezes ele não vai nem o terceiro meio, dentro de alguma estratégia de algumas marcas ele é o principal meio." Araújo pontua que, embora a televisão mantenha um papel social relevante na comunicação regional em um país continental, o OOH se tornou determinante para gerar awareness nas capitais.
A integração entre telas físicas e o ambiente digital também ampliou o alcance e as possibilidades de campanhas cruzadas. Araújo destaca que o crescimento dos aportes em ativos de mídia exterior acompanhou uma mudança de postura do mercado: "as marcas começaram a entender que o trabalho de construção de marca, ele é tão quão importante que performance." Esse equilíbrio entre reconhecimento de marca e conversão, segundo Araújo, foi responsável por elevar continuamente o bolo publicitário direcionado ao OOH.