"O não faz parte do nosso dia a dia", diz Rodolfo Araújo
Diretor comercial da MOVI reflete sobre rejeição na carreira de vendas e traça paralelos com o esporte.
A rejeição é parte recorrente da rotina comercial e dos processos de contratação. Em conversa no Marketing - The Podcast, Rodolfo Thomé Araújo analisa a importância da resiliência para lidar com negativas e não desperdiçar oportunidades futuras.
Rodolfo Thomé Araújo, diretor comercial da MOVI, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre o papel da resiliência e a forma de lidar com a rejeição na área comercial e no início da vida profissional. O tema fez parte de um debate mais amplo sobre mídia exterior e o mercado publicitário.
No vídeo acima, Araújo explica que receber negativas é um padrão esperado em qualquer carreira de negócios. "Olha, eu aprendi ao longo desses 27 anos de carreira que você mais tem nãos do que sim, né?", pontua Araújo ao ilustrar que a persistência define o resultado de longo prazo.
O não como rotina e a analogia com o esporte
Para demonstrar que números absolutos de derrotas não definem fracasso, Araújo recorre a exemplos do basquete profissional. "O Michael Jordan ele jogou 15 temporadas e se você olhar para isso, ele ganhou só seis. Então, você vai falar assim, nossa, ele ele é um fracassado, mas na verdade ele ganhou seis seis temporadas. LeBron James jogou 23 e ganhou quatro", afirma.
Segundo Araújo, essa mesma proporção se repete na rotina corporativa. "Na nossa vida e na nossa carreira, o não ele é ele é corriqueiro, principalmente quando a gente fala da área de vendas, né? Então, isso acontece de forma muito efetiva", destaca.
Resiliência e oportunidade temporal
Ao abordar as competências comportamentais necessárias para lidar com a recusa de clientes, Araújo reforça que uma negativa pontual muitas vezes reflete apenas o contexto momentâneo do comprador, e não a inadequação definitiva da oferta.
"Lidar com o não é uma é uma parte, voltando soft skills, você ser resiliente, entender que talvez aquela oportunidade naquele momento, a oportunidade que você tinha, talvez o cliente já tivesse uma solução melhor do pro do seu produto ou serviço. Só que se você desistir no primeiro não, você pode perder oportunidades onde o seu produto ou o seu serviço fosse eficiente daqui 2 meses, 3 meses", explica Araújo.
A lógica se estende aos processos de seleção de novos profissionais. Para Araújo, uma recusa em entrevista de trabalho não invalida o profissional, servindo muitas vezes como direcionamento para uma posição mais adequada. "O não faz parte do nosso dia a dia e a minha mensagem aqui, seja resiliente", conclui.