Como o trabalho remoto mudou os pontos de contato da mídia
Rodolfo Thomé Araújo analisa como a rotina flexível do home office exige novas estratégias e criativos das marcas.
A flexibilização das rotinas profissionais alterou a linearidade do consumo de mídia e os deslocamentos urbanos. Em conversa no Marketing - The Podcast, Rodolfo Thomé Araújo explica como as marcas adaptam estratégias para impactar o público entre a casa, o elevador e os serviços locais.
A adoção de modelos de trabalho híbridos e remotos transformou a rotina dos profissionais e, consequentemente, a forma como a publicidade alcança as pessoas ao longo do dia. Rodolfo Thomé Araújo, diretor comercial da MOVI, abordou o impacto dessa mudança nos pontos de contato da mídia durante conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, em recorte de episódio que tratou do papel da mídia exterior e do comportamento urbano.
Com a redução dos trajetos diários obrigatórios em direção a escritórios centrais, o caminho tradicional de ida e volta deixou de concentrar toda a atenção da audiência. Para Araújo, a descentralização do trabalho exige que as marcas compreendam uma rotina que não segue mais horários rígidos de tráfego e transporte.
A quebra da linearidade na jornada do público
A transição para ambientes domésticos e flexíveis alterou os momentos e locais em que o consumidor está receptivo a mensagens publicitárias. Segundo Araújo, a publicidade precisa acompanhar essa movimentação fragmentada em vez de depender apenas de fluxos tradicionais de transporte público nos horários de pico.
"As jornadas não são lineares, né? Então, assim, hoje a gente consegue fazer muita coisa de qualquer lugar", afirma Araújo ao explicar como a flexibilidade permite conversas mais contextualizadas com o público. Para ele, uma pessoa em home office pode ter pausas para frequentar estabelecimentos do próprio bairro em horários variados.
Telas residenciais e serviços de bairro
Essa mudança de comportamento abre espaço para novos pontos de contato, como telas em elevadores residenciais, academias e comércios de proximidade. A comunicação passa a exigir mensagens calibradas para cada momento do dia, considerando que o consumidor circula pelo bairro em horários alternativos.
"Você tá na sua casa, você não precisa ir pro escritório, como é que eu converso com essa audiência que tá em casa no elevador? E aí do elevador ele trabalhou e ele vai pra academia, né? Será que eu preciso ter o mesmo criativo? E aí ele tem um horário flexível que 6 horas ele ia precisar pegar um transporte público, mas não, ele tá em casa, ele consegue ir na barbearia", pontua Araújo.
Para conferir a discussão completa sobre o comportamento do público nas ruas, dados e o ecossistema de mídia, assista ao vídeo acima no Marketing - The Podcast.