"Nadar é uma meditação ativa", diz Flávia Roma
Flávia Roma explica a transição do sedentarismo para meias maratonas e a rotina técnica de preparação para o triatlo.
Flávia Roma compartilha sua trajetória nos esportes de endurance, saindo do sedentarismo para a conclusão de meias maratonas e os treinos para o triatlo. O relato aborda a disciplina física, o foco da natação e a gestão da mente sob esforço contínuo.
Flávia Roma, gerente de marketing do Grupo Bario Bar, detalhou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, o processo de inserção nos esportes de endurance. Após seis meses de sedentarismo em 2024, Roma estabeleceu o objetivo de correr provas de longa distância, iniciando uma trajetória que começou na corrida de rua e evoluiu para o treinamento multiesportivo voltado ao triatlo. O tema fez parte de uma conversa mais ampla sobre carreira e negócios.
No vídeo acima, Roma relata a dinâmica prática dos treinamentos diários e os bastidores das decisões que a levaram a assumir desafios de alta intensidade física. O impulso inicial veio de uma aposta com o irmão, que já praticava corrida há vários anos e propôs custear uma viagem e a inscrição caso ela completasse uma prova de 21 km no período de doze meses.
Da quebra do sedentarismo à meia maratona
Ao manifestar o interesse em correr, Roma foi desafiada pelo irmão a concluir uma meia maratona no período de um ano. A entrada em uma assessoria de corrida ocorreu no dia 18 de agosto de 2024, culminando na realização da primeira prova no dia 24 de agosto de 2025. O processo exigiu uma transformação de rotina para manter a consistência de treinos sob condições climáticas adversas.
"No exatos um ano, eu saí de uma pessoa que estava sedentária uns seis meses, porque eu tava passando por um momento muito difícil, aí você se abandona, você se abandona também. E aí, para uma pessoa que acorda 5 horas da manhã para ir correr com 9 graus na chuva", explicou Roma. A conclusão da primeira meia maratona abriu caminho para novas etapas de corrida e para o passo seguinte no esporte.
Natação e o aprendizado em águas abertas
Com a evolução na corrida, a preparação física passou a incluir treinos na piscina para suporte cardiovascular. Em março, Roma foi inscrita pelo irmão no Tri Day Bertioga, formato de triatlo de distância curta. A inserção no meio aquático exigiu atenção técnica rigorosa, diferente do ritmo automático comum em outras modalidades.
"Nadar é uma meditação ativa incrível, porque se você pensar, preciso lavar roupa, você engole água e se afoga. Então você tem que pensar no seu movimento, você tem que tá ali concentrado no que você tá fazendo", afirmou Roma sobre a ausência de distrações de relógios ou celulares durante a prática. A adaptação incluiu também uma prova de 500 metros em mar aberto realizada em janeiro.
O contraste entre modalidades e o estado de flow
Roma destaca as diferenças perceptivas entre as três disciplinas do triatlo. Enquanto a natação impõe foco mecânico constante na respiração e nas braçadas para evitar a perda de postura, a corrida e o ciclismo permitem alternar entre concentração e descompressão mental. O ciclismo, praticado desde a juventude na modalidade mountain bike com o pai no interior, funcionava como atividade recreativa antes de ser integrado aos treinos estruturados.
"Na corrida, a gente costuma entrar em estado de flow. É difícil, mas você entra em estado de flow, que você vai, e quando você vê, você terminou aquela distância, você não sabe o que aconteceu no meio do caminho", pontuou Roma. Bruno lembrou que a prática esportiva intensa, como corrida e jiu-jitsu, costuma ser utilizada por lideranças para organizar pensamentos e desenvolver resiliência diante da pressão profissional.