Como o Bario Bar usa eatertainment para crescer em São Paulo
Flávia Roma detalha a criação do negócio, os modelos de unidade e a expansão para operações de grande porte.
A gerente de marketing do Grupo Bario Bar explica a trajetória da marca desde a abertura em Pinheiros até a expansão para Santo Amaro e Tatuapé. O modelo combina gastronomia e jogos eletrônicos para estender a permanência dos clientes.
Flávia Roma, gerente de marketing do Grupo Bario Bar, detalhou no Marketing - The Podcast a estrutura de negócios por trás do barcade criado em São Paulo e como a combinação de entretenimento com gastronomia sustenta a operação da rede.
No vídeo acima, Roma explica que a empresa nasceu em 2021, durante a pandemia, a partir da iniciativa de dois irmãos que já atuavam na importação de máquinas de entretenimento e detinham a exclusividade de distribuição da Stern, fabricante de pinball, no Brasil. A proposta inicial reuniu bar, restaurante e 40 máquinas de pinball em uma loja de 400 m² em Pinheiros. "O nosso conceito da loja de Pinheiros era bem um conceito americano. Só tinha pinball, eram 40 máquinas de pinball. Uma loja com uma luz neon, um ambiente meio escuro, porém assim altamente instagramável", conta.
Expansão física e diversificação do entretenimento
Após a consolidação da primeira unidade, a rede iniciou seu plano de expansão em 2023. Em maio de 2024, foi inaugurada a loja do Tatuapé, desenhada com porte maior e um mix ampliado de atrações para suprir a demanda da Zona Leste por espaços de lazer integrados à gastronomia.
Com o aumento da área física, a operação incorporou novos formatos de jogos além do pinball tradicional. "A gente entendeu que a gente poderia colocar outro tipo de entretenimento além do pinball. E aí a gente entrou com fliperama, simuladores, gruas, air game", explica Roma. Mais tarde, a rede inaugurou a unidade de Santo Amaro, com 1.600 m² distribuídos em três andares, e mantém em desenvolvimento um projeto de 3.000 m² projetado para abrigar uma montanha-russa interna.
Adequação de marca para três perfis de público
Embora as três unidades compartilhem a mesma identidade visual, iluminação e cardápio, o comportamento de consumo varia de acordo com o endereço. Roma aponta que gerenciar essa variação exige calibrar a comunicação para falar com três públicos sem descaracterizar a marca.
"Pinheiros é uma loja que a gente é passagem. O cara vem no sábado, faz um pré-balada e vai embora para balada", pontua. No Tatuapé, o cliente busca o local como destino final e permanece por períodos mais longos. Em Santo Amaro, a estrutura atrai famílias: "Como é uma loja de três andares, então a gente tem o térreo e o primeiro e segundo andar são os jogos, as pessoas entram, ou elas vão jogar, desce, come e vai embora, ou ela chega, come, sobe e joga e vai embora", resume Roma.