Curated
Voltar S @stemma 3 min de leitura
sports

O início de Jéssica Fazzio na corrida e os primeiros 21 km

Da esteira sem fôlego aos 18 anos à primeira meia maratona, atleta relembra como o esporte virou refúgio na juventude.

Em participação no Girls Who Run, Jéssica Fazzio detalha como começou a correr por saúde mental e os bastidores de sua primeira meia maratona. Entre treinos intuitivos na esteira e desafios da rotina, o esporte se tornou seu porto seguro.

Embora hoje seja conhecida no cenário amador de endurance por marcas expressivas, a relação de Jéssica Fazzio com a corrida de rua começou de forma despretensiosa, longe de planilhas e relógios modernos. Em relato ao videocast Girls Who Run, do canal Stemma Sports, a atleta relembrou que a modalidade entrou em sua vida como uma válvula de escape para a ansiedade, muito antes de virar foco de alta performance.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

O primeiro contato e o desafio da esteira

Na infância, Jéssica chegou a praticar natação e experimentou esportes como vôlei, tênis e dança por incentivo da mãe, ex-jogadora federada de voleibol. No entanto, aos 15 anos, após um pequeno acidente na piscina e com a rotina intensa de estudos no colégio Vértice, em São Paulo, ela se afastou dos esportes. O retorno às atividades físicas aconteceu apenas aos 18 anos, no período de cursinho pré-vestibular, quando começou a fazer pilates.

Por recomendação da professora de pilates, que sugeriu incluir um exercício aeróbico na rotina, Jéssica decidiu subir na esteira do pai. A primeira tentativa foi um choque: não conseguiu correr sequer 30 segundos seguidos. O susto virou motivação. Com o incentivo do pai, começou a perseguir metas simples, como completar 5 km em 30 minutos e, mais tarde, fechar 10 km abaixo de 1 hora.

O início de Jéssica Fazzio na corrida e os primeiros 21 km

Entre 2012 e 2017, enquanto cursava Administração na FEA-USP, a corrida seguiu como um hábito totalmente individual e sem estrutura formal. Jéssica colocava a esteira na velocidade 9,5 km/h, colocava fones de ouvido e corria por até 1h30 apenas para relaxar a mente. Não havia assessoria esportiva, GPS ou pretensão de competir.

A inspiração em Boston e a decisão de encarar os 21 km

A virada de perspectiva ocorreu em 2017, durante um intercâmbio de seis meses em Boston, nos Estados Unidos. Ao morar com quatro universitárias norte-americanas, uma delas integrante da equipe de atletismo da faculdade, Jéssica comentou casualmente que sonhava em completar uma meia maratona. A resposta da colega — que fazia 13,1 milhas todo domingo pela manhã, independentemente da rotina ou do clima — acendeu o desejo de buscar a mesma distância.

A estreia na W21 e a busca por novos limites

Ao retornar ao Brasil, Jéssica enfrentava um período de grandes mudanças: encerrava a trajetória no teatro profissional para ingressar no mercado corporativo de marketing e lidava com o término de um relacionamento longo. Em meio à instabilidade, a preparação para a primeira meia maratona trouxe disciplina e foco.

A estreia nos 21 km aconteceu na prova feminina W21, da Iguana Sports. Munida apenas de um monitor cardíaco básico da Polar que funcionava como cronômetro e treinando por conta própria, Jéssica completou o percurso em cerca de 2h20. A sensação de cruzar a linha de chegada despertou imediatamente a ambição de, futuramente, buscar distâncias ainda maiores e se preparar para os 42 km da maratona.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @stemma