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Vasco e a escolha do Engenhão para clássico contra o Flamengo

Decisão do presidente Pedrinho de levar o confronto do Brasileirão para o Nilton Santos gera debate sobre bastidores e mando.

A tentativa do Vasco de transferir o clássico contra o Flamengo para o Estádio Nilton Santos levanta discussões sobre bastidores e coerência de argumentos. Bernardo Ramos analisa as motivações políticas, os impactos do consórcio do Maracanã e o momento esportivo das equipes.

O Vasco da Gama pretende mandar o clássico contra o Flamengo, válido pelo Campeonato Brasileiro e marcado para a próxima quinta-feira, no Estádio Nilton Santos. A justificativa apresentada pelo mandatário cruzmaltino, Pedrinho, aponta que a realização da partida no Maracanã poderia prejudicar o gramado do estádio Mário Filho. A intenção inicial do clube era atuar em São Januário, mas a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) vetou o local por questões de segurança.

No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa a movimentação nos bastidores e aponta contradições na postura da diretoria vascaína em relação ao uso do Maracanã. Para Bernardo, a alegação envolvendo o gramado soa incoerente quando comparada a episódios recentes, como a partida diante do Boca Juniors, na qual o clube fez questão de atuar no principal estádio do Rio de Janeiro. Na ocasião, o time foi derrotado por 3 a 1 e o consórcio Fla-Flu Serviços SA quantificou prejuízos superiores a R$ 300.000,00 por depredação de patrimônio, cobrança que pode chegar à Justiça.

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Contradições no mando de campo e bastidores

Na avaliação de Bernardo, o argumento exposto por Pedrinho desconsidera a própria ordem de preferência de estádios que o dirigente havia elencado anteriormente: São Januário em primeiro lugar, Maracanã em segundo e o Engenhão em terceiro. Desta forma, a opção direta pelo estádio do Botafogo, pulando a segunda alternativa, reflete atritos diretos entre a presidência do Vasco e o mandatário rubro-negro, Bap (Luiz Eduardo Batista).

Além do embate político, Bernardo ressalta que o favoritismo técnico pertence ao Flamengo, independentemente do local escolhido para a realização do jogo. A última partida disputada entre os rivais em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro de 2020 sem público devido à pandemia, terminou com vitória de virada do Flamengo por 2 a 1. Mesmo observando que o trabalho de Leonardo Jardim à frente da equipe rubro-negra vive momento de desgaste e não deve se estender até 2027, o comentarista destaca que o elenco do Flamengo é superior ao do Vasco, que ainda luta para se afastar do risco de rebaixamento no Brasileirão.

Vasco e a escolha do Engenhão para clássico contra o Flamengo

Modelo de SAF e conflito de interesses

Outro ponto abordado diz respeito aos modelos de gestão dos clubes. Enquanto o Vasco celebra o avanço na negociação de sua SAF com Marcos Lamacchia, o Flamengo descarta virar clube-empresa durante a gestão de Bap. Bernardo reforça sua postura crítica à perda definitiva de controle político em SAFs, onde o proprietário não pode ser destituído pelos sócios.

Por fim, Bernardo alerta para a necessidade de atenção por parte de órgãos reguladores e da CBF quanto à relação de Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira e filho de Zé Roberto Lamacchia, com a operação do futebol vascaíno. Como Leila preside o Palmeiras e as equipes se cruzam na semifinal da Copa do Brasil, o comentarista aponta a existência de conflito de interesses no cenário esportivo nacional.

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