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Patrícia Farias: da meningite à travessia Capri-Nápoles

Após internação no fim de 2016, ultramaratonista recuperou os treinos a tempo de encarar o tradicional desafio na Itália.

No Natação Stemma, Patrícia Farias relembrou o susto do diagnóstico de meningite após uma temporada intensa de provas em 2016. A atleta detalhou o período de internação e a volta aos treinos para encarar a travessia Capri-Nápoles em junho de 2017.

A temporada de 2016 foi marcada por uma sequência implacável de desafios para Patrícia Farias nas águas abertas. Morando no Rio de Janeiro, a nadadora emendou uma maratona de eventos por todo o país, disputando etapas do Rei e Rainha do Mar, XTERRA, Volta do Parcel e a Travessia 14 Bis. O fechamento daquele calendário previa a participação na tradicional prova Fuga das Ilhas, no litoral de São Paulo, em dezembro.

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O susto do diagnóstico e a internação

A logística para a última prova do ano foi desgastante: no dia anterior à Fuga das Ilhas, Patrícia completou os 10 km do Rei e Rainha do Mar e viajou de carro para São Paulo. Com uma largada atrasada e sob forte calor, a atleta sofreu com a desidratação. Logo após a chegada, fortes dores de cabeça e nas costas começaram a se manifestar e não cederam com o descanso.

Levada ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Patrícia recebeu o diagnóstico de meningite após a realização de exames específicos. O quadro exigiu cerca de duas semanas de internação hospitalar no final de dezembro, forçando uma parada completa e um período obrigatório de repouso absoluto no início de 2017.

Patrícia Farias: da meningite à travessia Capri-Nápoles

A recuperação e a travessia Capri-Nápoles

O diagnóstico colocou em risco o principal projeto traçado para o primeiro semestre de 2017: a icônica travessia italiana Capri-Nápoles, programada para junho. A volta às piscinas precisou ser gradual para respeitar a recuperação do organismo. A atleta voltou a nadar de forma leve em fevereiro e apenas em março conseguiu intensificar os treinos com vistas à prova internacional.

Mesmo com uma janela curta de treinos específicos entre março e junho, o volume acumulado ao longo da carreira e a memória muscular permitiram que Patrícia retomasse o condicionamento necessário. Em junho de 2017, a ultramaratonista concluiu a travessia Capri-Nápoles, coroando a superação do problema de saúde.

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