Patrícia Farias une águas abertas e causa ambiental no Rio
Da travessia Urca–Paquetá ao revezamento de 24 horas, nadadora transforma desafios no mar em conscientização ecológica.
A ultramaratonista aquática Patrícia Farias detalha suas travessias com foco na preservação marinha no Rio de Janeiro. Entre os projetos relatados estão a rota Urca–Paquetá e o revezamento de 24 horas ligado ao movimento Limpa Brasil.
A conexão com o mar vai muito além da busca por marcas esportivas para Patrícia Farias. Em conversa no Natação Stemma, a ultramaratonista aquática explicou como vem alinhando grandes desafios nas águas abertas a iniciativas de preservação e limpeza dos oceanos na orla do Rio de Janeiro.
Nado de 24 horas e o movimento Limpa Brasil
Entre as ações de conscientização, Patrícia participou de um revezamento de 24 horas de natação no Rio de Janeiro alusivo ao Global Ocean Day. A equipe contou com quatro atletas — entre elas Ivana, Pri e uma nadadora da Estônia, país de origem do movimento internacional Let's Do It, base do projeto Limpa Brasil no país.
O mote da campanha, 'Eu cuido do meu quadrado', marcou a atleta pela simplicidade e eficácia da mensagem: a ideia de que a preservação começa no cuidado individual com o próprio ambiente de treino e convivência.
Retorno ao Rio e volta às Cagarras
Ao retornar a morar no Rio de Janeiro no final de 2024 e assumir a gestão da Equipe Navegantes ao lado de Renato Ribeiro, a rotina de Patrícia mudou de foco, mas o calendário de provas continuou ativo. Em 2025, além de disputas tradicionais como a Travessia dos Fortes em Copacabana e etapas do Rei e Rainha do Mar, ela completou a volta no Arquipélago das Cagarras.
O trajeto das Cagarras soma 23 km, largando do Posto 6 de Copacabana, contornando todo o arquipélago e retornando ao ponto inicial. O percurso é considerado técnico e exigente, mas com um visual marcante da costa carioca.
O desafio histórico de Urca a Paquetá
O alinhamento definitivo com o ativismo ambiental ganhou força quando Renato Ribeiro a questionou sobre seu maior sonho esportivo. Com a resposta direta de que desejava nadar pela limpeza dos oceanos, surgiu o projeto da travessia entre a Urca e a Ilha de Paquetá, cruzando a Baía de Guanabara.
O trajeto corta pontos históricos da cidade e oferece um cenário singular, incluindo a visão de aviões decolando e a navegação dividindo espaço com grandes cargueiros sob a orientação atenta do barco de apoio. Para Patrícia, a rota é uma das experiências mais marcantes da orla carioca, unindo a beleza da paisagem ao alerta sobre o cuidado com as águas da baía.