Depredação no Maracanã após Vasco gera prejuízo ao Flamengo
Estádio sofreu vandalismo após eliminação cruzmaltina e consórcio corre para reparar danos antes da Libertadores.
O Maracanã sofreu atos de vandalismo após a eliminação do Vasco na Copa Sul-Americana. Com danos em banheiros, lanchonetes e arquibancadas, o consórcio formado por Flamengo e Fluminense terá de arcar com os reparos para a semifinal da Libertadores.
A eliminação do Vasco da Gama da Copa Sul-Americana após a derrota por 3 a 1 no Maracanã culminou em atos generalizados de depredação no Estádio Mário Filho. Procurada, uma fonte ligada ao Flamengo relatou que o prejuízo financeiro ainda é impossível de quantificar, dada a extensão dos estragos registrados em arquibancadas, banheiros, lanchonetes e galerias monumentais da praça esportiva.
A destruição impõe uma operação de emergência para as equipes de manutenção do consórcio Fla-Flu Serviços. O estádio precisa ser recuperado a tempo de receber mais de 60.000 a 70.000 torcedores na partida entre Flamengo e Estudiantes, válida pela semifinal da Copa Libertadores da América. No vídeo acima, Bernardo Ramos detalha o cenário da depredação e discute os impactos operacionais e financeiros da decisão judicial que autorizou a realização da partida anterior no local.
Responsabilidade financeira e gestão da concessão
O custo total dos reparos recairá sobre os concessionários da estrutura. A administração do complexo é dividida entre Flamengo, titular de 65% do consórcio, e Fluminense, detentor de 35%. Bernardo ressalta que o estádio não opera como bem público de custeio estatal direto e que os danos não serão pagos pelo Vasco, clube gerido por Pedrinho, e tampouco pelo Estado ou pelos contribuintes em geral.
A liberação do jogo foi chancelada por decisão de Luís Felipe Salomão, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que classificou o clube rubro-negro como explorador econômico em vez de mero concessionário. Bernardo avalia que a prerrogativa do consórcio deveria permitir o veto a partidas de outras equipes, ponderando que um eventual acordo de cessão de quatro datas assinado pelos clubes não contou com a firmação do consórcio em si.
Histórico da concessão e nota oficial
O Flamengo emitiu nota oficial condenando os atos de vandalismo registrados no estádio. O histórico recente do Maracanã envolve a construção original com verba pública, a passagem conturbada da concessionária Odebrecht — período em que o clube chegou a quitar faturas de energia em atraso — e sucessivas renovações a cada seis meses com a dupla Fla-Flu, até a concessão outorgada em 2024.
Diante do ocorrido, Bernardo critica o posicionamento de analistas que defendiam a liberação irrestrita do palco esportivo e aponta a omissão do Ministério Público do Rio de Janeiro diante do risco previsível de depredação.