Flamengo sofre derrota de 18 a 0 no TJ-RJ por jogo do Vasco
Decisão unânime do Órgão Especial garante Vasco x Boca Juniors no Maracanã pela semifinal da Copa Sul-Americana.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o recurso do Flamengo por 18 a 0 e manteve a realização de Vasco e Boca Juniors no Maracanã. A decisão do Órgão Especial confirma o duelo pela semifinal da Copa Sul-Americana no estádio gerido pelo consórcio Fla-Flu.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro impôs uma nova derrota judicial ao Flamengo. Por 18 a 0, o Órgão Especial do tribunal rejeitou o recurso apresentado pelo clube para tentar impedir a realização da partida entre Vasco e Boca Juniors no Maracanã, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana. Com a deliberação, o confronto da equipe vascaína contra o clube argentino está confirmado para a noite no estádio.
No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa o desfecho do imbróglio jurídico e critica a liberação do Maracanã para o rival. Na visão de Bernardo, a decisão impõe um prejuízo injusto aos administradores do local, apontando que eventuais danos materiais causados pela realização do evento recaem sobre o consórcio Fla-Flu Serviços S.A., formado por 65% de participação do Flamengo e 35% do Fluminense.
Pressão com venda de ingressos e custos operacionais
Para o jornalista, o Vasco forçou a situação ao comercializar ingressos antes de obter uma decisão judicial definitiva, criando um fato consumado para pressionar o judiciário sob a justificativa de segurança pública. Anteriormente, o ministro do STJ Luís Felipe Salomão havia liberado a partida sob o argumento de que o Flamengo atua como explorador econômico, e não como concessionário pleno. Bernardo contesta essa tese, lembrando que a manutenção e a outorga custam mais de 3 milhões de reais por mês aos cofres do consórcio gestor.
Histórico da concessão e impacto no gramado
Bernardo relembra o histórico da concessão do estádio desde o abandono da gestão pela Odebrecht — período em que o Flamengo precisou arcar até com contas de luz pendentes, conforme apuração de Mauro César — até o modelo de renovações a cada seis meses. Além do custo financeiro, o comentarista destaca a preocupação com o desgaste da grama, citando como exemplo um jogo anterior entre Vasco e Atlético Mineiro, disputado às 11h sob forte chuva, que deteriorou o gramado. Por fim, Bernardo argumenta que o consórcio Fla-Flu Serviços S.A. não é signatário de acordos para ceder quatro partidas ao Vasco presidido por Pedrinho, classificando a intervenção jurídica como um desrespeito aos gestores do Maracanã.