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Jéssica Fazzio: prioridades, treinos e a leveza na corrida

No quadro Sprint Final, a maratonista reflete sobre saúde, a pressão por resultados e o equilíbrio entre esporte e vida.

Em conversa dinâmica no quadro Sprint Final do Girls Who Run, Jéssica Fazzio compartilha suas preferências de treino, memórias em Boston e reflexões sobre saúde. A maratonista dá conselhos práticos sobre como definir prioridades e abrir mão de tentar dar conta de tudo.

No encerramento do podcast Girls Who Run, Jéssica Fazzio participou do quadro de bate-bola Sprint Final, conduzido por Che Fanti e Mari Real no Estúdio Stemma. A maratonista sub-3 relembrou marcos de sua trajetória nas pistas e nas ruas, apontando a Maratona de Boston e a emoção de cruzar sua linha de chegada como a prova e a lembrança mais especiais de sua carreira esportiva.

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Entre rodagens leves e a aversão aos intervalados

Quando o assunto é a rotina de treinos, Jéssica foi direta: sua sessão favorita é a rodagem leve, momento em que consegue correr sem a pressão de ritmos extremos. Em contrapartida, revelou que os treinos intervalados são os que menos gosta de encarar. Apesar de reconhecer a saúde necessária para suportar estímulos intensos, o desconforto das pernas queimando no esforço máximo é algo que dispensa com facilidade.

Ao refletir sobre os aprendizados dos últimos dois anos, a atleta colocou a saúde no centro de tudo, destacando-a como a base indispensável para correr, manter relações saudáveis e construir conquistas. Se pudesse voltar ao auge de sua cobrança por performance, o recado para si mesma seria simples e direto: calma, paciência e a certeza de que há tempo para cada etapa. Hoje, a corrida funciona para Jéssica como paz de espírito e um momento individual de conexão, traduzindo sua fase atual na palavra resiliente.

Jéssica Fazzio: prioridades, treinos e a leveza na corrida

Sonhos esportivos e o malabarismo das prioridades

Entre as metas para o futuro, Jéssica listou o desejo de disputar a Maratona de Nova York e correr a Maratona de Sydney após uma viagem marcante pela Austrália, reforçando a vontade de continuar conhecendo o mundo através da corrida como um estilo de vida de longo prazo.

Para quem sofre tentando conciliar todas as demandas do cotidiano com os treinos, o conselho da maratonista é desapegar da ilusão de perfeição. Recorrendo à metáfora do ovo — que quebra quando pressionado com força excessiva —, Jéssica lembrou que é preciso dosar a energia e identificar o que realmente importa em cada momento da vida. Manter o equilíbrio, segundo ela, funciona como um malabarismo consciente: escolher a prioridade da vez, dar atenção ao essencial e deixar o fluxo seguir sem culpa.

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