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Trabalho híbrido exige mostrar o valor da presença física

Andreia Abud analisa a liderança no modelo flexível e a importância de dar propósito aos dias no escritório.

Andreia Abud analisa os desafios da liderança na gestão do trabalho híbrido. A profissional pontua a importância de dar sentido à presença no escritório para fortalecer o aprendizado e a colaboração entre equipes.

Andreia Abud, CMDO da Felina e conselheira do Conar, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre os desafios da liderança na gestão do modelo de trabalho híbrido e a manutenção de vínculos humanos dentro das equipes. O trecho integra uma conversa mais ampla do podcast sobre comunicação, mídia e os impactos da tecnologia no mercado.

Para Abud, a transição para formatos flexíveis trouxe ganhos que não podem ser descartados, exigindo que as lideranças exercitem empatia em relação à rotina e aos custos de deslocamento dos colaboradores. No vídeo acima, ela detalha a dinâmica das equipes em agência e o cuidado necessário para não impor uma rotina presencial sem justificativa prática. "O profissional chegar, ele vai demorar 5 horas para chegar, 5 horas para voltar, vai ter que gastar um dinheiro que ele não tem para gastar nesse momento", destaca Abud ao apontar a realidade de locomoção de muitos profissionais.

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A perda de conexões no isolamento integral

Se o deslocamento excessivo traz desgastes, o distanciamento total também cobra seu preço na formação profissional. Abud ressalta que a ausência completa de convivência física prejudica a troca espontânea e o aprendizado contínuo que ocorrem na rotina do escritório. Ao avaliar o modelo totalmente remoto, ela observa que o profissional "também perde em conexão, ele perde em aprendizado".

A questão central da liderança, portanto, reside em dosar essa presença sem cair em obrigações burocráticas ou regras arbitrárias de frequência. "Não é sobre você estabelecer que você tem que estar aqui três vezes por semana, mas o papel do líder também é você fazer com que ele entenda e veja qual que é o valor dele estar aqui", explica Abud.

Trabalho híbrido exige mostrar o valor da presença física

O propósito da presença e a confiança na liderança

Estar presencialmente na empresa só faz sentido se houver interação real entre as pessoas e os departamentos. Segundo Abud, levar a equipe até a agência para reproduzir o isolamento digital é contraproducente. "Muitas vezes também, não adianta você fazer a pessoa ir e ela ficar em call o dia inteiro e não e não se conectar com ninguém", pontua.

O valor do encontro físico se materializa na troca direta entre disciplinas — como quando o atendimento senta ao lado da criação para resolver um problema em conjunto ou gerar um insight de negócio. Para que essa dinâmica funcione, Abud defende a construção de um ambiente de confiança mútua, no qual a equipe compreenda o motivo do esforço de locomoção: "Se ela tá me falando que é importante eu estar aqui, é porque é importante eu estar aqui, porque ela não ia me fazer perder tempo à toa".

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