Eventos de negócios precisam ir além da função comercial
Andreia Abud analisa a complementariedade entre redes sociais e encontros presenciais na construção de conexões no mercado.
Em debate sobre canais de relacionamento e prospecção, Andreia Abud defende o uso natural de plataformas digitais e avalia o papel dos eventos presenciais. A executiva pontua que encontros de negócios devem focar em educação e relevância, evitando atuar apenas como ferramentas de captação comercial.
Andreia Abud, CMDO da Felina e conselheira do CONAR, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre as estratégias de prospecção, manutenção de conexões com clientes e a dinâmica dos eventos presenciais no mercado de comunicação. O trecho integra o episódio sobre transformações em mídia e inteligência artificial.
Para Abud, a criação de relacionamento não depende de um canal isolado, mas da integração de múltiplos pontos de contato com mensagens que façam sentido para cada contexto. "Eu acredito que você constrói mensagens e pontos de contatos diferentes, e que eles são complementares", explica. Plataformas como LinkedIn e Instagram servem como espaço para expor as visões da empresa sobre o setor. No vídeo acima, é possível acompanhar a discussão sobre a rotina de posicionamento da agência e a postura adotada por sua presidente, Márcia, nas redes.
Naturalidade nos pontos de contato
A abordagem comercial e institucional defendida por Abud prioriza a espontaneidade em vez de ações forçadas para cada mídia. "A gente não tem um canal. A gente tem ali uma forma de atuar que para a gente não é 'agora eu preciso fazer o LinkedIn para isso, eu preciso ir no evento X para isso', não", afirma. Na visão dela, manter a consistência de posicionamento e comparecer a ambientes do setor já fazia parte da rotina dos sócios antes da criação da agência, garantindo autenticidade nas conversas com o mercado.
Presença física e relevância de conteúdo
Ao abordar a participação em feiras e conferências, Abud destaca que o formato presencial oferece uma leitura imediata de engajamento impossível no meio estritamente digital. "Quando você faz uma palestra presencial, você vê, você sabe se a pessoa gostou ou não, se ela está entendendo ou não o que você está falando, se ela está conectada ou não, se ela está no celular", pontua.
Apesar do valor do contato direto, Abud faz uma ressalva crítica em relação a modelos focados exclusivamente em retorno financeiro imediato dos organizadores. "Eu acho que os eventos, eles têm que ter um propósito de educação ou de aprimoramento ou de trazer de fato novidades para o mercado, e ele não pode ter só uma função comercial de captar patrocínio e captar ingresso", conclui, ressaltando que encontros relevantes deixam reflexões e aprendizados práticos aos participantes.