Inteligência emocional e gestão de crise na publicidade
Andreia Abud analisa a condução de momentos críticos com clientes e a responsabilidade de líderes em absorver pressão.
Em conversa no Marketing - The Podcast, Andreia Abud detalha como agir durante crises com clientes e a importância da inteligência emocional no mercado publicitário. Ela destaca o papel da liderança em blindar a equipe e priorizar a resolução de problemas.
Andreia Abud, CMDO da Felina e conselheira do Conar, abordou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, a dinâmica de pressão e a necessidade de equilíbrio emocional na publicidade. O episódio completo trata de transformações no mercado de comunicação, mas a gestão de momentos críticos ganha destaque como habilidade indispensável na relação entre agências e marcas.
Resolução imediata e parceria com o cliente
Diante de crises de marca, mudanças estruturais ou cobrança por metas, Abud pontua que o primeiro passo é estabelecer transparência e senso prático. Em momentos de instabilidade, a prioridade não deve ser discutir culpas ou metas comerciais imediatas, mas atuar lado a lado com a empresa contratante para conter danos.
Para Abud, a postura da agência precisa ser de suporte direto na busca por saídas. "Se a gente tá no momento de crise agora, não é hora de buscar resultado, agora é hora de resolver. Então, o que é que nós vamos fazer para resolver este problema ou esta crise? E a agência é sua parceira. A gente tá aqui para buscar soluções junto com vocês", afirma.
Absorção de pressão e maturidade emocional na liderança
A rotina publicitária carrega uma exigência contínua por entregas de alto nível, o que gera uma autocobrança constante mesmo após projetos bem-sucedidos. Abud ressalta que cabe aos profissionais em posições seniores filtrar essa tensão em vez de repassá-la aos times operacionais: "Não distribua a pressão que você recebe. Você tá num momento da sua carreira em que você é capaz de absorver essa pressão. Não distribua para baixo."
No vídeo acima, Abud complementa como a inteligência emocional se sobrepõe ao conhecimento puramente técnico em situações adversas. Sem estabilidade emocional, o domínio de ferramentas e processos perde eficácia diante de imprevistos complexos.
"Se você não tem inteligência emocional, não adianta você ser extremamente técnico", explica Abud ao relatar que já viu profissionais brilhantes enfrentarem barreiras graves por falta de preparo comportamental. Segundo ela, essa maturidade não surge de forma teórica, mas é construída ao longo do tempo por meio da vivência prática de crises e da observação da postura das lideranças.