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IA deve resolver a operação e liberar o humano para pensar

Andreia Abud, da Felina, analisa os limites dos algoritmos que olham o passado e defende a criatividade humana.

Em conversa no Marketing - The Podcast, Andreia Abud explica como a tecnologia proprietária e a IA reduzem gargalos operacionais em agências. Abud defende que o diferencial competitivo segue no pensamento estratégico humano.

Andreia Abud, CMDO da Felina, discutiu em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast o impacto da inteligência artificial na rotina das agências de publicidade e a relevância do pensamento humano nos negócios. O trecho integra uma conversa mais ampla do programa sobre estratégias de mídia e mercado B2B.

Ao analisar a estrutura das agências tradicionais, Abud apontou que a expansão digital acabou gerando um acúmulo de demandas operacionais. "A gente tem o mesmo modelo da publicidade há 70 anos, né? Onde a gente achou que o digital ia trazer mais leveza, mas ele trouxe mais trabalho operacional, necessidade de mais pessoas, necessidade de mais gente olhando, otimizando e fazendo", afirmou. Para ela, estruturas tradicionais enfrentam dificuldades para redesenhar seus processos internos.

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A tecnologia como base operacional

Para contornar essa sobrecarga, a Felina foi estruturada por seus cinco sócios com um sistema proprietário que integra ferramentas de IA em uma esteira única, conectando as disciplinas de mídia, planejamento e criação. O objetivo do modelo é organizar dados e diminuir o atrito interno do dia a dia.

Abud explicou que a tecnologia cumpre a função de sustentação nos bastidores: "Ele tem IAs plugadas e ele vai resolver o problema da operação. Então, mas ele é só a base, a cozinha da nossa agência, né? A diferença é que a gente já nasce assim, então, é mais fácil você nascer assim, né? Você já tem essa cultura com o time. Ela é integrada, então, ela conversa tanto entre etapas do processo, como entre disciplinas, mídia, planejamento, criação, a gente tá todo mundo na mesma esteira e principalmente, ela libera o humano para pensar."

IA deve resolver a operação e liberar o humano para pensar

Supervisão humana e visão de futuro

Apesar da agilidade no processamento de informações, Abud reforçou que toda a esteira depende de validação humana constante. A dependência de automações sem pensamento crítico resulta em entregas genéricas e padronizadas no mercado.

Segundo Abud, os modelos computacionais trabalham exclusivamente a partir de dados históricos, o que exige a intervenção das pessoas para gerar inovação real. "A IA, ela tá olhando o passado. A gente está todo mundo olhando para o mesmo lugar. A gente precisa do humano para criar, para ser disruptivo e para olhar para o futuro, porque senão a gente vai todo mundo ficar no mesmo lugar, a gente vai ter sempre as mesmas soluções", pontuou.

No vídeo acima, Abud detalha como o fluxo integrado de trabalho aproxima a equipe das agências das decisões estratégicas e das necessidades de negócio dos clientes.

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