Patrocínio ao MASP e liderança feminina no marketing B2B
Simone Justiniano detalha a escolha do MASP pela Delfia, a experiência na docência e a representatividade negra no B2B.
Simone Justiniano, diretora de marketing da Delfia, detalha a estratégia de patrocinar o MASP a partir dos interesses reais dos clientes. Ela também aborda sua atuação lecionando para alunos de baixa renda e os desafios da liderança feminina negra no setor de tecnologia.
Simone Justiniano, diretora de marketing da Delfia, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre as decisões por trás do patrocínio ao MASP, a experiência docente em comunidades e a atuação como liderança feminina e negra no setor de tecnologia B2B.
No vídeo acima, Justiniano detalha como a Delfia estruturou o anúncio de sua nova marca dentro do museu e como a pesquisa com a base de clientes direcionou o investimento cultural, superando o estereótipo de que o segmento de TI consome apenas o universo dos jogos eletrônicos.
A conexão entre o MASP e o posicionamento da marca
A escolha pelo Museu de Arte de São Paulo começou no momento em que a antiga Econocom adotou o nome Delfia. O anúncio interno para toda a equipe ocorreu no auditório da instituição, estabelecendo o primeiro vínculo direto com o espaço. Em seguida, o marketing realizou um levantamento com os clientes da carteira para mapear interesses pessoais e hábitos fora do ambiente corporativo.
"A gente tinha muita coisa de games, mas não, veio muito essa questão de cultura, gastronomia", explica Justiniano ao analisar o retorno da pesquisa. Além de alinhar a marca a uma entidade cultural reconhecida, a parceria garantiu acesso ilimitado às exposições para a base de clientes e para os colaboradores da empresa. Segundo Justiniano, "a arte tem muito a ver com a Delfia", traçando um paralelo direto entre a atuação criativa do artista e a função exercida pelos curadores técnicos da companhia.
Docência prática e ensino de gestão de orçamento
Durante um período de ano sabático na carreira executiva, Justiniano optou por lecionar marketing e administração em uma escola profissionalizante voltada a alunos de baixa renda. Incentivada por irmãos que já atuavam como professores, o objetivo foi compartilhar o conhecimento acumulado no mercado com jovens em início de trajetória profissional.
Na sala de aula, o foco do programa foi a aplicação prática dos conceitos corporativos no dia a dia operacional. "Uma das coisas que eu ensinava aos meus alunos é fazer gestão de orçamento. Mesmo que você for uma recepcionista, um auxiliar logístico, é um diferencial você conseguir falar um pouco de custo", pontua Justiniano.
Representatividade e liderança feminina no mercado B2B
Ao abordar a presença feminina no segmento de tecnologia e vendas complexas, Justiniano destaca a barreira histórica enfrentada por mulheres em posições estratégicas de comando. Sendo a única mulher negra na liderança da empresa, ela descreve a responsabilidade de ocupar esse espaço e incentivar novas trajetórias no meio corporativo.
"Dentro da liderança feminina na empresa, eu sou a única líder negra. Então, é realmente como se eu fosse um pontinho azul no oceano amarelo. E custa caro ser esse pontinho", afirma Justiniano. Para ela, o protagonismo feminino é essencial para transformar a visão sobre o papel estratégico do marketing em ambientes corporativos majoritariamente masculinos.