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Como estruturar um marketing B2B provocador e estratégico

Simone Justiniano, diretora de marketing da Delfia, explica como superar orçamentos curtos e educar lideranças.

Simone Justiniano discute a transição do marketing B2B de função operacional para uma posição estratégica e propositiva em empresas de tecnologia. A diretora detalha os desafios de estruturar áreas do zero e dialogar com a diretoria. A conversa aborda ainda como restrições de orçamento impulsionam a criatividade.

Simone Justiniano, diretora de marketing da Delfia, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre a necessidade de o marketing B2B assumir uma postura mais estratégica e provocativa dentro das organizações. A discussão integra um episódio que também analisa temas como transição de carreira, posicionamento institucional e alinhamento comercial.

Para Justiniano, atuar no segmento corporativo, em especial no setor de consultoria em tecnologia, exige transformar uma área tradicionalmente vista como suporte em um núcleo com voz ativa. No vídeo acima, é possível acompanhar o relato detalhado sobre a evolução da área e os desafios enfrentados ao longo da estruturação da marca.

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A construção de protagonismo no marketing B2B

A transição de uma postura operacional para uma atuação de destaque exige tempo e consistência. Justiniano recorda que sua trajetória na empresa começou com recursos restritos antes de atingir o patamar atual: "eu tinha um budget de R$ 2.000 por mês, então eu precisei provar que eu precisava disso. Então, hoje o meu budget, ele já é a é é ele já é de milhões. Então, o que eu quero dizer, tudo é um processo".

Segundo Justiniano, setores de consultoria em TI frequentemente foram desenhados para atuar nos bastidores, o que torna a criação de uma identidade própria um exercício de ruptura cultural. Nas palavras de Justiniano: "Para quem decide estar no B2B, ainda mais em contextos techs de consultoria, que é um segmento que, digamos, que nasceu para ser bastidor, né, e quando você decide estruturar uma marca de consultoria, você tá dizendo que você quer que essa marca apareça, que ela tem identidade, que ela tenha protagonismo".

Como estruturar um marketing B2B provocador e estratégico

A adaptação do discurso para dialogar com o negócio

Sustentar posições estratégicas e propor ações de marca demanda firmeza e disposição para enfrentar discordâncias internas. Para Justiniano, o profissional de comunicação precisa ter "coragem de desagradar, que tenham coragem de discordar e tenham coragem de ser visto como diferente".

Além da resiliência, a comunicação eficaz com outras áreas corporativas depende da capacidade de traduzir conceitos técnicos de marketing para a linguagem de negócios. "Hoje uma pessoa de comunicação, ela não é uma pessoa que fala, ela precisa adaptar o discurso dela para públicos diferentes", pontua Justiniano, ressaltando a necessidade de alinhar expectativas com o conselho e com gerentes de produto por meio de indicadores claros.

Criatividade diante da restrição de recursos

A limitação orçamentária é uma característica recorrente no mercado B2B quando comparado ao consumo de massa. Essa realidade impõe a busca por soluções inovadoras em vez de aportes volumosos em mídia.

Ao citar uma fala de Caito Maia em um evento interno da empresa, Justiniano reforça que a escassez estimula a busca por alternativas: "É no ambiente de escassez que a gente que aflora a criatividade". Para ela, o diferencial competitivo nas estratégias B2B frequentemente reside na capacidade analítica e na clareza de posicionamento, concluindo que "nem sempre é tudo sobre budget. Às vezes, é sobre uma uma grande sacada".

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