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Como a Delfia aplicou o conceito de curadoria de TI

Simone Justinio explica como a empresa buscou no mundo da arte a base para definir seu posicionamento estratégico em TI.

A Diretora de Marketing da Delfia, Simone Justinio, detalha o processo de quase 8 meses para estruturar a marca da empresa. A estratégia buscou inspiração na curadoria de arte para filtrar soluções tecnológicas em mercados maduros e atender às necessidades de clientes no B2B.

Simone Justinio, Diretora de Marketing da Delfia, explicou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, como conduziu a construção da marca da empresa a partir do conceito de curadoria. O episódio completo trata de outros aspectos da gestão B2B, mas o reposicionamento da Delfia ilustra a transição de um marketing visto como suporte tático para uma disciplina estratégica.

No vídeo acima, Justinio relata que o projeto começou a partir de uma demanda operacional comum no setor: "A criação da Delfia, ela surgiu não como acontece talvez em algumas das pessoas que estão me ouvindo, que trabalham no B2B, que é tudo muito tático e operacional. Ah, começou assim, tá? Vamos de marketing, desenha um logo. E aí foi um trabalho de quase 8 meses de convencimento do da presidência sobre a gente criar uma marca consistente, em que explicar e fazê-los entender que o logo, ele é só um final, né, ele é a cereja do bolo, mas por trás dessa cereja tem todo um bolo já construído".

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Consultoria externa e diferenciação visual

Para viabilizar o processo e medir o retorno da iniciativa, a empresa contratou uma consultoria de branding de fora do universo de TI e do B2B, optando por uma empresa com atuação no segmento de bens de consumo. A intenção foi cruzar aprendizados entre indústrias diferentes.

Essa abordagem também guiou a identidade visual. Enquanto empresas de tecnologia costumam adotar azul ou roxo no círculo cromático, a Delfia optou por um verde quente para estabelecer uma ruptura visual imediata com o padrão do mercado.

Como a Delfia aplicou o conceito de curadoria de TI

A analogia com o curador de arte

Durante o diagnóstico de marca, que incluiu entrevistas com clientes e colaboradores, a equipe identificou que a operação já se comportava como uma curadora de soluções diante do volume crescente de novos softwares.

"O curador é uma palavra muito conhecida no mundo da arte. Então, o que que é um curador de arte? O curador de arte, ele não tem um produto, ele tem algo que é fundamental, ele tem a inteligência", pontua Justinio. "É a inteligência do curador que faz ele estar conectado com o que tá acontecendo de fora, de mais inovador, ele consegue ter uma escuta ativa com o museu, que tá trazendo o que que ele gostaria, quais são suas dores, e ele consegue, por estar conectado com o que mais em mercados provém, filtrar aquilo que tá mais acontecendo de tendencioso fora e trazer para o museu de acordo com sua dor".

Filtragem de tendências e hub de soluções

No setor de TI, a aplicação dessa lógica consiste em mapear tecnologias desenvolvidas em mercados maduros — como Estados Unidos, China e Israel —, muitas vezes desconhecidas no Brasil, e testá-las internamente.

"Hoje o cliente, ele tá muito focado no negócio dele, ele tem tanta dificuldade de filtrar no mundo de externo o que tá realmente acontecendo", explica Justinio. As ferramentas avaliadas no laboratório interno passam a compor um hub de soluções ofertado sob medida para os problemas apresentados por cada contratante.

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