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Como o Escape 60 criou uma nova categoria de entretenimento

Jeannette Galbinski detalha a transição da engenharia ao marketing e o lançamento da empresa em meio à crise.

Em conversa no Marketing - The Podcast, Jeannette Galbinski conta como migrou da engenharia para o marketing e fundou o Escape 60. Ela detalha a estrutura societária da operação, a criação de uma categoria inédita de jogos no Brasil e o impacto da estreia na imprensa nacional.

Jeannette Galbinski, diretora de marketing do Escape 60, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre sua trajetória profissional, a transição da engenharia para a comunicação e os bastidores do lançamento da marca no Brasil.

Formada pela Escola Politécnica da USP, Galbinski iniciou sua carreira em um momento em que as opções tradicionais de carreira predominavam. "Assim, quando eu me formei, assim, as pessoas pensavam, tem poucas profissões, né? Tinha você médico, você engenheiro, você isso, você aquilo. O marketing é uma algo relativamente novo, né? Então não era uma opção para mim naquela época", afirma. A aproximação com a disciplina ocorreu por demanda de sua empresa de consultoria: ao identificar a necessidade de estruturar a área comercial, decidiu cursar a ESPM, onde direcionou seu foco profissional para a gestão de marcas.

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No vídeo acima, a executiva compartilha detalhes sobre como cada sócio contribuiu na modelagem do negócio e como a equipe desenhou os primeiros enigmas para o público brasileiro.

Como o Escape 60 criou uma nova categoria de entretenimento

Sociedade e divisão de competências

A fundação do Escape 60 reuniu quatro sócios com perfis complementares para estruturar o modelo operacional. Galbinski explica como as atribuições foram distribuídas desde o início: "E a Karina é especializada em cenografia, o José em negócios, construção, negócios, o Márcio é o maluco por trás das salas, ele que faz toda a parte de dos enigmas".

Com as frentes de produto, infraestrutura e finanças cobertas, Galbinski assumiu a liderança de marketing e branding. O objetivo central não era apenas abrir uma operação comercial, mas introduzir um formato inexistente no mercado brasileiro. "E assim, eu fui para o marketing e para mim foi construção de uma marca, construção de um logo, construção, na verdade, nós construímos uma categoria de entretenimento que não existia no Brasil", pontua.

Lançamento e validação durante a crise

O início das operações do Escape 60 ocorreu em junho de 2014, período de retração econômica no país. A proposta de abrir um espaço físico voltado a jogos presenciais gerou ceticismo inicial no mercado. Segundo Galbinski, o questionamento comum era: "vocês são loucos, vocês vão abrir um entretenimento, quem vai nisso?".

A resposta do público e da imprensa, no entanto, foi imediata. No dia seguinte à abertura, o espaço estampou a capa da revista Veja, atraindo cobertura de emissoras como Globo e SBT, além de criadores de conteúdo digital. Para Galbinski, o momento econômico desafiador acabou funcionando como propulsor: "Tá aí, oportunidades na crise também é uma coisa importante, né? Tem às vezes na crise surgem as maiores oportunidades".

Rotina e envolvimento com a operação

Ao comentar sua rotina e relação pessoal com a empresa, Galbinski destaca que a proximidade com o consumidor final e a reação dos jogadores sustentam sua motivação diária. "É assim, é sábado, domingo, feriado, é à noite, não não importa, é uma coisa que é um amor realmente pelo trabalho e e o Escape 60 ele trouxe uma paixão, porque a gente vê a alegria na na cara das pessoas", relata.

Além do relato sobre a gênese do negócio, a conversa completa no episódio aborda temas como o uso de dinâmicas gamificadas no ambiente corporativo, inovação tecnológica nas salas e a aplicação de inteligência artificial na produtividade dos times.

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