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Como a gamificação corporativa revela dinâmicas de equipes

Jeannette Galbinski, do Escape 60, explica a expansão para o B2B e o impacto de dinâmicas imersivas no comportamento dos times.

Jeannette Galbinski detalha como o Escape 60 adaptou jogos para seleção, convenções e diagnósticos de liderança. O modelo expõe o comportamento real das equipes e substitui treinamentos tradicionais.

Jeannette Galbinski, diretora de marketing do Escape 60, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre o uso da gamificação no ambiente corporativo e a dinâmica de equipes em situações de pressão. O episódio completo aborda também outros temas da trajetória da marca e do mercado de entretenimento.

No vídeo acima, Galbinski detalha como a observação de grupos em salas imersivas expõe comportamentos que treinamentos convencionais não conseguem capturar.

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Da tentativa com jogos de tabuleiro ao foco corporativo

A atuação do Escape 60 no mercado corporativo teve origem em uma experiência anterior dentro da empresa de consultoria em gestão empresarial de Galbinski, que tem 32 anos de atuação. A consultoria mantinha uma empresa incubada, a Games for Business, voltada ao desenvolvimento de jogos de tabuleiro corporativos vendidos em livrarias e na Amazon. O projeto comercial não prosperou no varejo, mas serviu de base para identificar a demanda das empresas por dinâmicas práticas.

Galbinski explica que a proposta do Escape 60 nasceu em 2014 voltada para a pessoa física, mas a transição para o público corporativo ocorreu com rapidez diante do interesse das marcas: "A gente errou na mosca, mas essa experiência foi muito importante para a gente enxergar o potencial do Escape 60 na área corporativa".

Como a gamificação corporativa revela dinâmicas de equipes

Aplicações de lançamentos de produto a convenções

As empresas passaram a utilizar a estrutura do Escape 60 tanto para ativações de marca quanto para treinamento e seleção. A Motorola, por exemplo, utilizou as salas para lançar um aparelho celular, adaptando o roteiro para demonstrar os diferenciais do produto aos participantes. "A gente modificou a sala, o jogo, storytelling, para fazer com que a pessoa que participasse daquele storytelling saísse conhecendo a todas as coisas que aquele celular fazia de diferente do que os outros faziam", afirma Galbinski.

Outras marcas levaram as experiências para fora das salas tradicionais. A Nestlé utilizou um espaço próprio adaptado para processos de recrutamento e seleção. O formato também foi escalado para convenções de vendas em plenárias de 1.000, 2.000 e 5.000 pessoas simultâneas, como em treinamentos realizados para a Vivo em âmbito nacional, e em um lançamento de rota da LATAM entre São Paulo e Los Angeles realizado durante o próprio voo.

Diagnóstico comportamental e espelhamento da rotina

Além de convenções e ativações, as salas são empregadas em diagnósticos de liderança e team building. O processo conta com metodologia estruturada, psicólogos e observação por câmeras para mapear o comportamento dos profissionais sob restrição de tempo. Segundo Galbinski, os padrões observados no jogo reproduzem com precisão a rotina de trabalho.

Ao relatar a experiência com a equipe de vendas de sua própria consultoria, Galbinski pontua que o time demorava a acompanhar prazos e olhou o cronômetro do jogo restando 5 minutos para o encerramento. "O que acontece é que a vida real, ela se espelha dentro da sala", explica. Em outro caso com diretores regionais habituados à gestão por conflito e metas individuais, participantes chegaram a esconder pistas no bolso para impedir o avanço de colegas, revelando dificuldades de cooperação.

Fixação de cultura e mensagens corporativas

Para Galbinski, o modelo de jogos substitui palestras expositivas e apresentações de slides na comunicação de novos valores, missão ou mudanças de marca. A imersão favorece a retenção do conteúdo sem a fadiga do formato de sala de aula.

"A pessoa internaliza sem perceber. Essa é a graça", destaca Galbinski ao apontar que os aprendizados permanecem no repertório das equipes após a experiência.

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