Como o Escape 60 aplica inteligência artificial na operação
Jeannette Galbinski analisa o uso da tecnologia no CRM, a criação de salas temáticas e o avanço da inovação no país.
Jeannette Galbinski, diretora de marketing do Escape 60, detalha como a empresa integra inteligência artificial na rotina interna e nas experiências imersivas. Galbinski também aborda a adesão de diferentes gerações à tecnologia e defende que o Brasil não pode ficar para trás nessa transformação produtiva.
Jeannette Galbinski, diretora de marketing do Escape 60, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre como a inteligência artificial vem sendo incorporada aos processos internos da companhia e ao desenho de novas experiências para os clientes.
Aplicação interna e salas interativas
Na operação do Escape 60, o uso de IA foi dividido em duas frentes de atuação distintas: o ganho de eficiência da equipe e a entrega de produtos ao público final. "Nós temos um foco interno e o foco para os clientes. Então são duas coisas diferentes", explica Galbinski. No fluxo corporativo, ferramentas de CRM como o RD Station, nas frentes de marketing e vendas, utilizam módulos de inteligência artificial para estruturar a base de conhecimento e dar suporte aos vendedores no atendimento às dúvidas dos clientes.
No desenvolvimento de experiências de entretenimento, a empresa levou a tecnologia para o ambiente físico por meio de uma sala temática baseada na franquia Missão Impossível. "A gente tá com uma sala com IA. Então uma IA, você tem que vencer uma IA dentro da sala, que é uma sala da Missão Impossível", afirma Galbinski. A dinâmica envolve diálogo direto dos participantes com o sistema, gerando respostas em tempo real e desfechos variáveis para cada grupo.
Adoção geracional e aprendizado contínuo
Ao abordar como diferentes faixas etárias lidam com as inovações, Galbinski citou o exemplo pessoal de sua mãe, de 82 anos, que ingressou em aulas de computação focada especificamente em entender a nova tecnologia. "Ela chegou no curso de computação, ela chegou para o professor e falou assim: 'Olha, não me venha explicar como liga o computador, porque eu já sei. Eu já faço todas as minhas os meus pagamentos pela internet, eu já pesquiso e faço todas as minhas compras pela internet'. Eu vim aqui aprender IA", conta.
No vídeo acima, é possível acompanhar a conversa completa e conferir os detalhes sobre o desenvolvimento das salas interativas e as perspectivas para os próximos formatos de experiência imersiva.
O trem da inteligência artificial e a força do agro
Para Galbinski, o país enfrenta um momento decisivo na assimilação dessas ferramentas para evitar a defasagem econômica sofrida em períodos históricos anteriores. "Nós perdemos a Revolução Industrial, né? Nós perdemos o trem da Revolução Industrial. Aquela indústria automotiva que você conheceu, ela era a de ponta no país. Mas hoje, nós somos um país essencialmente agrícola", pontua Galbinski. "Eu só espero que a gente não perca o trem da inteligência artificial. Isso depende muito dos nossos dirigentes, muito dos nossos empresários, mas e muito das pessoas também."
A diretora aponta ainda que a modernização tecnológica do agronegócio e a sucessão familiar nas propriedades rurais abrem frentes de expansão para marcas de entretenimento e serviços fora das capitais. O Escape 60 planeja presença em feiras do setor agropecuário e avança em sua expansão física para cidades do interior, a exemplo de unidades em Campinas.