Como a NR1 impulsiona a gamificação corporativa no Escape 60
Jeannette Galbinski explica como exigências de saúde mental e dinâmicas imersivas renovam o engajamento de equipes e marcas.
A adaptação à NR1 abriu espaço para novas abordagens de saúde mental e integração corporativa. Em entrevista ao Marketing - The Podcast, Jeannette Galbinski, diretora de marketing do Escape 60, detalha o uso de jogos no ambiente B2B.
A discussão sobre o bem-estar corporativo ganhou novos contornos com as diretrizes regulatórias e a necessidade de reconectar pessoas no ambiente de trabalho. Em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, Jeannette Galbinski, diretora de marketing do Escape 60, explicou como a empresa expandiu sua atuação para além do entretenimento tradicional, desenvolvendo soluções de integração, recrutamento e ativação de marcas voltadas ao público corporativo.
Para entender as demonstrações práticas de dinâmicas e o formato das experiências imersivas, assista ao vídeo acima.
Impacto da NR1 e foco em saúde mental
A entrada em vigor de atualizações em normas regulamentadoras direcionou a atenção das empresas para fatores que vão além da integridade física dos funcionários. A demanda passou a incluir iniciativas que cuidem do clima organizacional e da saúde mental no ambiente corporativo.
Galbinski pontua a relação entre a regulamentação e a proposta das salas temáticas: "vai sair agora, dia 26 de maio, se eu não me engano, entra a NR1, não sei se você sabe o que que é a NR1, mas é uma norma nova em que faz com que as empresas precisem se preocupar, não só com a saúde física dos seus funcionários, para eles não se acidentarem, para eles não não terem algum problema dentro da empresa, mas também com a saúde mental." Para ela, a dinâmica presencial ajuda a aliviar o estresse acumulado e a restabelecer vínculos afetados pelo isolamento.
Estratégia de conteúdo e mecanismos de busca
Para atender a essa demanda corporativa, a empresa precisou estruturar canais de aquisição específicos para o público B2B, incluindo a manutenção de um blog corporativo e o trabalho técnico de visibilidade em buscadores tradicionais e assistentes baseados em inteligência artificial.
A diretora de marketing destaca que o comportamento de busca varia conforme o objetivo de quem procura pelo serviço: "Hoje a gente tá fazendo SEO de IA. Então, a gente tá pensando em como que o ChatGPT nos acha, como que o Copilot nos acha, como que o Google nos acha." Enquanto o consumidor final busca por opções de lazer na cidade, as organizações procuram ferramentas estruturadas para dinâmicas de RH.
Recrutamento e team building na prática
O uso dos jogos de fuga no meio corporativo atende a objetivos que vão da seleção de talentos ao alinhamento interno de equipes. Os desafios colocam os participantes em situações práticas de colaboração e resolução de problemas sob pressão de tempo.
Segundo Galbinski, a metodologia é aplicada tanto internamente quanto para clientes corporativos: "Os nossos funcionários, a gente recruta dentro das salas de Escape. Não tem como, não são diferentes. Nós fazemos o team building, que é esse trabalho de melhoria das equipes, a gente faz briefing, trabalha com as equipes, depois eles mesmo fazem um plano de ação para a melhoria da equipe."
Unidades móveis e ativação de marca em eventos
Além das unidades fixas, a operação estruturou unidades móveis para levar as experiências até feiras, convenções e sedes empresariais, adaptando cenários temáticos para objetivos específicos de comunicação.
Galbinski citou a presença em um evento voltado a estudantes em parceria com o Bradesco, transformando uma mensagem institucional em dinâmica interativa: "A gente fez o Escape, tinha fila de 2 horas para jogar o Escape 60. E a gente fez o Bradesco ser uma, as pessoas saírem de lá sabendo que eles podiam contar com o banco para poder estudar." A iniciativa permitiu apresentar soluções de financiamento universitário de maneira direta ao público jovem.