Como a Vitacon aliou moradia compacta e mercado financeiro
João Henrique Firmino explica o reposicionamento da empresa para atender investidores e moradores de estúdios.
Em conversa no Marketing - The Podcast, João Henrique Firmino explica como a Vitacon uniu o setor de incorporação ao mercado financeiro. O modelo de fincorporadora equilibra rentabilidade para investidores e lifestyle para quem aluga estúdios compactos.
João Henrique Firmino, diretor de marketing da Vitacon, explicou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, como a empresa desenvolveu o conceito de fincorporadora e reposicionou sua estratégia para atender a dois perfis centrais: o investidor imobiliário e o morador final.
No vídeo acima, Firmino detalha a evolução do modelo de negócios da companhia ao longo de 17 anos de atuação em São Paulo. Segundo Firmino, o foco da marca sempre esteve além da construção civil tradicional: "tudo o que a gente vende, é tudo, inclusive tijolo, mas o tijolo talvez seja a coisa menos importante para as pessoas que compram conosco".
A aposta em apartamentos compactos e lifestyle
A criação dos estúdios compactos começou há 15 anos, impulsionada por mudanças no comportamento de consumo e na mobilidade urbana. Firmino relatou que a empresa identificou, em estudo conduzido na época, que grande parte do espaço residencial tradicional ficava ociosa: "você usa cerca de 40% só do seu apartamento, os outros 60% você passa aí quase a semana toda sem usar".
Com base nessa percepção e na proposta do fundador Alexandre Fenkell para otimizar o tempo de deslocamento na cidade, o produto foi desenhado com plantas enxutas e serviços integrados ao condomínio. "A gente percebe que hoje para o nosso público consumidor, consumidor final, ele também se preocupa com a qualidade construtiva, ele também se preocupa em não ter uma planta inteligente, mas ele se preocupa muito mais com o lifestyle", afirmou Firmino, apontando a demanda por facilidades como minimercado no térreo, academia, áreas de coworking e conveniências acessíveis a pé.
A transição para o modelo de fincorporadora
Apesar de o produto ter sido desenhado para o consumidor final, a preferência da nova geração pela locação e pela flexibilidade de moradia atraiu compradores focados em renda passiva. Os investidores passaram a dominar a carteira da empresa, gerando um descompasso entre a comunicação pública focada em estilo de vida e as conversas de vendas pautadas por retorno financeiro e diversificação patrimonial.
Para integrar as duas frentes, a marca realizou um projeto de reposicionamento com a Future Brand. A definição adotada uniu o setor de incorporação ao mercado financeiro. "A gente compra terrenos, desenvolve projetos, executa projetos muito pautados em potencial de investimento e rentabilidade e alavancagem, e tudo mais, a gente também não esquece do nosso público final, que é quem mora", destacou Firmino ao explicar que a alta atratividade do imóvel para o locatário é o que garante a liquidez e o retorno para o investidor.