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"Nós somos uma pessoa só", afirma Luiz Scavarda

O executivo detalha como trocou a visão técnica pela centralidade das pessoas na liderança empresarial.

Em entrevista a Bruno Gimenes, Luiz Scavarda explica a transição de sua formação em engenharia para a liderança com foco em saúde e gestão de pessoas. O debate aborda passagens por Shell, Whirlpool, Vale e a presidência da Fundação Renova.

Luiz Scavarda, CEO e sócio da Human SA, abordou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, as mudanças em sua perspectiva sobre liderança e a integração entre vida profissional e pessoal ao longo de sua carreira executiva.

No vídeo acima, Scavarda compartilha como sua formação analítica em engenharia abriu espaço para um modelo de gestão centrado nas pessoas e no bem-estar corporativo, após liderar operações em grandes companhias.

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A integração entre indivíduo e papel profissional

Ao revisitar o início de sua carreira corporativa, Scavarda relembra que o mercado costumava exigir uma separação rígida entre a vida pessoal e as responsabilidades de trabalho. Ele relata ter recebido orientações de lideranças anteriores para alternar papéis conforme entrava ou saía do escritório, algo que sempre lhe causou estranhamento.

Scavarda pontua que essa divisão não reflete a realidade do comportamento humano: "Nós somos uma pessoa só. Eu, e aí dentro dessa evolução, né? E a gente fala muito de cultura, né? A cultura ela não é estática. Ela vai se mudando e vai evoluindo de acordo com as condições". Para Scavarda, quanto mais o ambiente corporativo permite que o profissional se sinta à vontade para ser quem é, maior é o impacto positivo no bem-estar e no engajamento diário.

"Nós somos uma pessoa só", afirma Luiz Scavarda

A trajetória em grandes indústrias e o foco social

Antes de assumir o comando de iniciativas socioambientais, Scavarda consolidou sua carreira em operações industriais e corporativas. Na Shell, terminou seu ciclo atuando na divisão de eficiência energética há cerca de duas décadas. Mais tarde, na Whirlpool, liderou o negócio de água e, na Vale, estruturou o programa Partilhar, voltado para o impacto social nas comunidades onde a mineradora operava.

Scavarda explica que esses passos o levaram naturalmente à Fundação Renova, onde ingressou como diretor executivo de sustentabilidade e posteriormente assumiu a presidência: "Para mim era tão óbvio de que eu tava o quê? Colhendo aquilo que eu tinha plantado. Quer dizer, eu desde a época da Shell, eu sempre terminava as minhas jornadas na organização".

Da sustentabilidade técnica ao cuidado com a saúde mental

Durante o período na Fundação Renova, iniciado em janeiro de 2021 em meio aos desdobramentos da pandemia, Scavarda percebeu que a essência de sua atuação não estava apenas nos aspectos técnicos dos projetos, mas no desenvolvimento e suporte às equipes sob forte pressão.

Essa percepção levou Scavarda a buscar formação complementar na área de saúde no Einstein, combinando a bagagem de engenharia com estudos sobre saúde física e mental: "E aprendendo muito na prática de que quando você tem uma pessoa bem consigo mesmo, bem na organização, você tem a produtividade". Em 2024, a Fundação Renova recebeu reconhecimento em programas de qualidade de vida no trabalho e figurou na lista de lugares destacados para se trabalhar.

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