Comunicação ESG é gestão de risco, afirma Ludmila Vilar
A fundadora da Banca Comunicação e Impacto analisa a transição do jornalismo para as narrativas corporativas baseadas em dados.
Ludmila Vilar explica como sua bagagem de 16 anos no jornalismo moldou sua abordagem para a comunicação ESG. Ela detalha por que sustentabilidade empresarial deve ser tratada como gestão de risco, reputação e indicadores concretos.
Ludmila Vilar, fundadora da Banca Comunicação e Impacto, detalhou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, como sua formação jornalística e sua visão humanista orientam sua atuação na comunicação voltada para sustentabilidade e governança corporativa.
Com uma trajetória de 16 anos em redações — incluindo seis anos na revista Marie Claire, onde atuou como editora de internacional —, Vilar fundou sua agência inicialmente focada em comunicação institucional e marketing. A partir de 2018, passou a aprofundar a atuação em projetos de ESG para marcas, empresas e terceiro setor.
No vídeo acima, a conversa completa traz exemplos práticos de como estruturar narrativas corporativas sem cair no discurso vazio.
Da redação à comunicação de impacto
A experiência no jornalismo impresso e digital forneceu a base para lidar com temas complexos e pautas sociais. Vilar lembra que a cobertura internacional e os debates sobre equidade de gênero na Marie Claire serviram como escola para entender as dinâmicas sociais antes de transpor esse conhecimento para o ambiente corporativo.
"Trabalhei 16 anos em redação e quando saí, criei a minha agência de comunicação, a Banca, que chama Banca Comunicação e Impacto", relata Vilar. Ela explica que a comunicação funciona como um dos vetores mais poderosos de transformação sobre a sociedade, o que exige responsabilidade no trato da informação.
ESG como gestão de risco e mensuração de dados
Ao abordar a integração entre negócios e sustentabilidade, Vilar afasta visões idealizadas e reforça que a agenda ESG precisa estar ancorada em processos de gestão, indicadores claros e análise de dados.
"O ESG nada mais é do que gestão na minha visão, né, do que gestão de risco e reputação dos negócios", afirma Vilar. Ela pontua que as companhias precisam equilibrar a própria operação com o impacto gerado sobre o planeta e as pessoas, usando métricas para mapear contrapartidas e mitigar riscos.
Indicadores e o papel dos três pilares
Para Vilar, a compreensão técnica dos pilares ambiental, social e de governança evita distorções e simplificações no mercado corporativo, como a busca por transformações superficiais e imediatistas que desconsideram o tempo real de maturidade de um processo.
"O ESG nada mais é do que uma fotografia, um raio X, que você mede indicadores para que você possa gerir o seu negócio", explica Vilar. A comunicadora destaca que essa metodologia permite diagnosticar tanto os impactos negativos a serem corrigidos quanto os efeitos positivos que a empresa já produz em suas operações.