Jenny Parinos relata superação do bullying no esporte
Mesa-tenista paralímpica relembra marcas da infância e explica como o ambiente paralímpico e a terapia trouxeram liberdade.
A mesa-tenista Jenny Parinos compartilhou os desafios de crescer com uma deficiência e enfrentar episódios marcantes de bullying na infância. Ela detalha como o ingresso no esporte paralímpico e o acompanhamento psicológico foram fundamentais para transformar sua autoconfiança e autoimagem.
Crescer convivendo com uma deficiência física frequentemente impõe desafios que vão muito além dos limites corporais. Em conversa no canal Stemma, a mesa-tenista paralímpica Jenny Parinos relembrou as inseguranças que marcaram sua infância e adolescência, compartilhando como a convivência com outros atletas com deficiência e o suporte da terapia foram cruciais para desconstruir traumas do passado.
As marcas do bullying na infância
Apesar de contar com uma rede de apoio familiar sólida, onde as irmãs tentavam criar um ambiente de proteção na escola, Jenny vivenciou episódios dolorosos fora dessa bolha. Por volta dos 10 anos de idade, ao retornar do intervalo escolar, um colega zombou publicamente da sua forma de andar pelos corredores do colégio, provocando risos coletivos.
Aquele episódio gerou um constrangimento tão profundo que deixou reflexos duradouros em sua rotina. Jenny conta que, até hoje, se pega policiando a própria marcha para tentar disfarçar o mancar. Sem ter outras referências de pessoas com deficiência ao seu redor durante o crescimento, a sensação de ser a única diferente ampliava a timidez e o medo constante do julgamento alheio.
O esporte paralímpico como espaço de acolhimento e liberdade
A virada de chave começou quando a atleta ingressou no circuito do esporte paralímpico. Ao entrar em contato com uma comunidade diversa e presenciar competidores com diferentes graus de deficiência vivendo com plena naturalidade e autonomia, sua perspectiva mudou radicalmente.
Aliada ao esporte, a psicoterapia teve papel determinante para que Jenny aprendesse a expressar sua personalidade sem receio, permitindo que ela extravasasse seu estilo próprio e ressignificasse sua relação com o próprio corpo.