Jenny Parinos e a trajetória nos Jogos Paralímpicos
Medalhista paralímpica de tênis de mesa conta bastidores da estreia no Rio 2016, a vaga na pandemia e a ida a Paris 2024.
Em conversa no Stemma Sports, Jenny Parinos relembrou os bastidores de suas três participações em Jogos Paralímpicos. A mesatenista detalhou o sacrifício aos 16 anos para focar no Rio 2016, a superação nos treinos caseiros na pandemia e a vivência em Paris 2024.
Dona de duas medalhas paralímpicas no tênis de mesa, Jenny Parinos construiu uma carreira sólida no esporte de alto rendimento com presenças consecutivas nos Jogos do Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024. Cada edição trouxe desafios particulares de classificação, preparação e superação dentro e fora das mesas.
O início em Piracicaba e o calor do Rio 2016
Nascida em Santos, onde começou a treinar no Saldanha, Jenny encarou uma reviravolta em 2013 ao ser convidada pela confederação para integrar a seleção brasileira e morar no centro de treinamento em Piracicaba. A mudança exigiu maturidade precoce: com apenas 16 anos e apenas quatro meses após o falecimento do pai, ela passou a morar sozinha e a manter dedicação exclusiva ao objetivo de classificar para os Jogos em casa.
A estreia paralímpica aconteceu aos 20 anos, diante do público carioca. O calor das arquibancadas lotadas no pavilhão do tênis de mesa marcou a jovem atleta, que ajudou o Brasil a conquistar a medalha por equipes no Rio 2016. A energia da torcida e o resultado foram determinantes para que Jenny decidisse seguir em alto rendimento para o máximo de edições paralímpicas possíveis.
Treino na sala de casa e vaga heroica para Tóquio
O ciclo seguinte apresentou barreiras adicionais com a pandemia de Covid-19, período em que Jenny ainda precisava buscar sua vaga para Tóquio 2020. Com os centros de treinamento fechados, a mesatenista instalou uma mesa na sala da casa de sua mãe e manteve a rotina técnica com a ajuda de Kilian, que lançava as bolinhas para os treinos de repetição.
A recompensa veio na seletiva mundial disputada na Eslovênia, torneio em que apenas a campeã levava a vaga restante. Sem carregar o favoritismo, Jenny enfrentou e venceu a então campeã mundial sul-coreana por 3 sets a 0, assegurando o passaporte paralímpico. Na capital japonesa, confirmou o grande momento com a conquista da medalha de bronze.
A experiência em Paris 2024
Em 2024, Jenny chegou à sua terceira participação paralímpica na edição de Paris. Embora não tenha subido ao pódio nas mesas francesas, a atleta celebrou a continuidade no topo do esporte e um marco pessoal importante no mesmo período, ao retornar noiva e oficializar o casamento logo após o encerramento dos Jogos.