Jenny Parinos inicia na corrida e mira estreia no triatlo
Aos 30 anos, mesa-tenista paralímpica supera bloqueios com o próprio corpo, compra bicicleta e planeja prova multiesporte.
Medalhista paralímpica no tênis de mesa, Jenny Parinos começou a correr aos 30 anos e já comprou sua primeira bicicleta para disputar uma prova de triatlo. Ela relata como quebrou barreiras internas e superou a vergonha do julgamento alheio nos treinos.
Consagrada no tênis de mesa paralímpico, Jenny Parinos decidiu abrir espaço para novos desafios no esporte de endurance. Acostumada a acompanhar desde cedo as provas de rua em Santos como espectadora — em especial os 10 km da Tribuna —, a atleta sempre alimentou a vontade de correr, mas acreditava que a curvatura nas pernas causada por sua condição genética seria um impeditivo intransponível.
A virada de chave e os primeiros passos
A mudança de perspectiva começou quando o marido, Kilian, passou a disputar competições de corrida e triatlo. Ao expressar o desejo de correr 'caso tivesse a perna reta', Jenny percebeu a limitação imposta pelo próprio pensamento. A constatação de que não precisava ter pernas retas para conseguir correr destravou a barreira: aos 30 anos de idade, ela calçou os tênis e iniciou os treinamentos.
Atualmente com uma rotina de treinos de corrida às quartas, sextas e domingos na praia, a atleta precisou lidar também com a vergonha dos olhares alheios. A preocupação inicial deu lugar à consciência de que o julgamento de desconhecidos não deveria impedi-la de realizar uma vontade reprimida por três décadas. O retorno do público, segundo ela, tem sido amplamente positivo, servindo de estímulo para outras pessoas praticarem atividade física.
O próximo objetivo: o triatlo
A corrida abriu caminho para metas ainda mais ambiciosas. Jenny comprou sua primeira bicicleta e planeja iniciar os treinos de natação para estrear em uma prova de triatlo, encarando a combinação das três modalidades como um processo contínuo de autodescoberta e expansão dos próprios limites no esporte.