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Da garagem ao topo: o modelo de negócio da Keep Running

Igor Santos detalha a estratégia de apostar em conteúdo técnico, fugir da guerra de abas e criar um espaço 360º em São Paulo.

Nascida no ambiente digital pelas mãos de Igor Santos e sua esposa Bel, a Keep Running transformou o varejo especializado em corrida no Brasil. Ao migrar da garagem para um hub completo na Sena Madureira, a marca uniu conteúdo técnico, loja física, fisioterapia e preparação de força para desenvolver a comunidade.

Diferente da maioria das redes esportivas tradicionais, que nasceram no ponto físico e precisaram se adaptar à internet, a Keep Running fez o caminho inverso. Criada com o propósito claro de fazer o ecossistema da corrida crescer no país, a marca começou como uma operação estritamente digital e se consolidou ao focar no topo da pirâmide de produtos de performance.

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Do conteúdo digital à liderança na garagem

No início, a operação funcionava na garagem da casa do fundador Igor Santos e de sua esposa, Bel. Entre conferência de mercadorias, empacotamento, atendimento e expedição de pedidos, a empresa dobrou de tamanho ano após ano. O grande diferencial competitivo no ambiente digital não foi a disputa predatória de preços, mas sim a produção de conteúdo com foco em tecnologia e experiência.

Ao detalhar minuciosamente as especificações e inovações que as fabricantes lançavam no mercado, a Keep Running ganhou relevância orgânica e atraiu a atenção de marcas e consumidores. Mesmo operando em escala enxuta, a loja assumiu a liderança de faturamento entre os varejistas especializados em corrida no Brasil.

Da garagem ao topo: o modelo de negócio da Keep Running

A fuga da 'guerra de abas' e a ida para o ponto físico

Ao identificar que o mercado de corrida especializado ainda era proporcionalmente pequeno diante da imensa quantidade de praticantes em parques e ruas, surgiu o desafio de atrair mais atletas para produtos de alta performance. No comércio eletrônico, a concorrência frequentemente se resume a ser 'mais uma aba aberta' disputando descontos, o que limita a construção de marca e relacionamento.

A necessidade de criar uma experiência tangível e consultiva motivou a transição para o varejo físico. A ideia inicial de abrir uma loja de rua de cerca de 100 m² deu lugar a um projeto muito mais ambicioso quando a marca encontrou um amplo imóvel na Rua Sena Madureira, em São Paulo.

O ecossistema 360º na Sena Madureira

Em vez de montar apenas uma loja tradicional, o espaço na Sena Madureira foi desenhado como um centro integrado para o corredor. O objetivo foi criar múltiplos pontos de contato com o atleta amador, independentemente de seu momento de treino ou necessidade.

O espaço reúne, além do mostruário de produtos técnicos, serviços complementares como fisioterapia especializada com a Dra. Anaira, produção de conteúdo em podcast e treinamento de força baseado em VBT (Velocity-Based Training) — metodologia voltada à velocidade de execução aplicada a atletas de alto rendimento, como os do Esporte Clube Pinheiros. Dessa forma, a marca atua para acompanhar o corredor desde os primeiros treinos até a busca por grandes marcas em maratonas.

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