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A trajetória da Velocità e a evolução da corrida no Brasil

Alexandre Estefano relembra os 30 anos da marca, a transição do mercado e o futuro do varejo esportivo especializado.

Em entrevista ao Se Liga Nelas, Alexandre Estefano detalha a história da Velocità e as três décadas de transformações na corrida de rua. Confira os principais temas abordados no episódio, desde a evolução dos calçados até as comemorações dos 30 anos da marca.

Comemorando 30 anos de história, a Velocità acompanhou de perto a transformação da corrida de rua no Brasil, saindo de um cenário onde o esporte ainda engatinhava para o atual momento de grande diversidade e tecnologia. No podcast Se Liga Nelas, Alexandre Estefano, sócio-diretor da marca, compartilhou os bastidores desse percurso, os desafios do varejo especializado e os planos comemorativos da empresa. A seguir, confira o panorama dos temas debatidos na conversa.

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Perfil e trajetória de Alexandre Estefano: da Penalty à Velocità

Alexandre relembra suas raízes em uma família com mais de 50 anos de tradição no empreendedorismo esportivo — seu pai foi um dos fundadores da Penalty. Após consolidar carreira executiva em multinacionais e gerenciar a expansão internacional da marca familiar, ele assumiu a liderança societária da Velocità em 2014, quando a corrida passou a integrar de vez a sua rotina pessoal e profissional.

A trajetória da Velocità e a evolução da corrida no Brasil

A fundação e a transição da Velocità para o foco em corrida

Nascida em 1996 sob o nome Sport Now e com catálogo multiesportivo, a loja passou por uma virada estratégica em 2002. Ao identificar a ascensão das assessorias esportivas e o modelo internacional de lojas técnicas, os fundadores decidiram focar 100% no universo da corrida de rua, pioneirismo que consolidou a marca no atendimento segmentado com curadoria técnica e espaço para a comunidade.

Evolução dos tênis e o perfil do corredor nos anos 90 e 2000

Ao contrastar os modelos do passado com as espumas tecnológicas atuais, Alexandre explica que os tênis das décadas de 1990 e 2000 eram pesados e tinham foco quase exclusivo na prevenção de lesões. O mercado da época era dominado por marcas japonesas como Mizuno e Asics, impulsionando a era dos testes de pisada (pronada, supinada e neutra), conceito que orientava as escolhas antes da recente revolução de materiais.

A mudança cultural da corrida e a equipe especializada de vendedores

Antes vista como um refúgio para atletas mais velhos ou lesionados de outros esportes, a corrida passou por uma renovação cultural e atraiu os jovens. Para acompanhar essa mudança, a Velocità estruturou um time de atendimento composto majoritariamente por corredores praticantes, que testam produtos, treinam em assessorias e compartilham vivências reais com os clientes no salão de vendas.

Identidade, assessorias e a cultura dos grupos de corrida

O episódio debate a convivência entre as assessorias tradicionais e as crews urbanas, que transformaram o esporte em ferramenta de autoexpressão e estilo de vida. Alexandre analisa como o vestuário e marcas de vestuário ganharam peso simbólico nesse cenário e como as grandes fabricantes buscam se aproximar desses movimentos sem perder o público voltado à alta performance.

A virada para o digital, desafios da pandemia e novas estratégias

A estruturação prévia do e-commerce permitiu que a empresa enfrentasse o fechamento das lojas físicas em 2020. Alexandre detalha o impacto inesperado da venda de máscaras esportivas Fiber, a manutenção das compras de estoque contra o recuo do mercado e a integração do WhatsApp na rotina dos vendedores, resultando na consolidação de uma operação 50% física e 50% digital.

O crescimento do público feminino e as diferenças de consumo

A participação feminina nas lojas aumentou consideravelmente ao longo dos anos, saltando de patamares históricos de 20% para cerca de 35% a 40% da base. Alexandre pontua as particularidades desse público, que valoriza combinações visuais e estética sem abrir mão da tecnologia, exigindo uma curadoria diferenciada de vestuário e calçados.

Programa de fidelidade e a criação da Black Friday Run

Para fugir da guerra predatória de descontos do varejo de massa, a Velocità criou há dez anos a Black Friday Run. A ação inovadora conecta os aplicativos de treino dos clientes (como Strava e Garmin) para converter os quilômetros percorridos no dia do evento em descontos reais na loja, integrando o programa de fidelidade ao hábito de treino dos participantes.

Celebração dos 30 anos da Velocità, lojas físicas e planos futuros

Para marcar as três décadas de fundação, a rede prepara a 10ª edição da Black Friday Run e um treinão integrando suas cinco lojas físicas paulistanas (Moema, Pinheiros, Jaú, Santana e Zona Leste) em dezembro. Alexandre também adianta o lançamento de uma pesquisa com o perfil do corredor brasileiro e projetos para uma prova própria em 2027.

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