Saúde mental no trabalho e gestão de equipes na Sing
Janaína Leme explica como rotinas de pausa, atividade física e conformidade com a NR-1 sustentam a produtividade corporativa.
Janaína Leme analisa as práticas de gestão que unem saúde mental, pausas e exercícios físicos à rotina de trabalho. O modelo detalha a experiência da Sing Comunicação na manutenção do selo GPTW e no cumprimento da NR-1.
Janaína Leme, sócia e head de relações públicas da Sing Comunicação, discutiu a relação entre bem-estar, limites operacionais e produtividade em entrevista a Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast.
Trajetória profissional e pessoal de Janaína Leme
Com 18 anos de trajetória em comunicação, Leme atuou por seis anos como repórter na rádio Jovem Pan, cobrindo eventos esportivos e o Carnaval de São Paulo, antes de migrar para a comunicação corporativa e construir uma carreira de 16 anos na Sing. Formada em jornalismo, ela também concluiu pós-graduação em psicanálise para aprofundar sua atuação em gestão de pessoas e saúde mental. Paralelamente, mantém o projeto pessoal "Eu já estive em", dedicado à difusão de autores nacionais e produções culturais brasileiras.
"E aí, na Sing, atuando mais depois de um tempo atuando ali como assessora de imprensa e depois com gestão de pessoas, aí me veio o grande interesse de atuar, de estudar mais e pesquisar mais em relação às pessoas mesmo. E aí por isso eu escolhi a psicanálise", afirma Leme.
A importância da leitura e os impactos do consumo de telas
A leitura de livros físicos e publicações impressas funciona como um contraponto aos estímulos contínuos do ambiente digital. Leme destaca que o excesso de telas gera padrões de dependência e alterações na forma como o cérebro processa informações, o que torna o hábito de leitura uma ferramenta relevante para o foco e o equilíbrio cognitivo.
"A gente sabe o quanto ela é viciante. Então, tem que ter um controle, mas essa leitura é uma das melhores formas, porque quando você para pra ler, você o livro, pode ser o digital também, mas já tem estudos que a leitura digital, o nosso cérebro já tá sendo modificado pela falta de tempo que a gente tem diante do físico", pontua Leme.
Saúde mental no trabalho, pausas e compliance com a NR-1
A aplicação prática de diretrizes de saúde mental na agência envolve conformidade com a NR-1 e rotinas estruturadas de trabalho. A Sing opera sob o regime CLT com controle de horários de entrada e saída por meio de ferramentas digitais, além de exigir o cumprimento da pausa de 60 minutos para almoço. Para mitigar o risco de sobrecarga e burnout, a liderança estabelece regras claras quanto ao envio de mensagens fora do expediente comercial.
"A gente mesmo se policia para não ficar mandando mensagem depois do horário, nem que seja figurinha de felicidade ou de felicitação ou de qualquer outra coisa, porque o fato de você mandar qualquer coisa já é um gatilho", explica Leme.
Atividade física como estratégia de bem-estar: o desafio GymRats
Como parte dos estímulos ao bem-estar, a Sing adotou o programa interno GymRats. A iniciativa incentiva os colaboradores a realizarem ao menos 30 minutos de qualquer exercício físico diário, registrando um check-in no aplicativo. Quem cumpre a meta mensal recebe um dia de folga como recompensa, além de haver sorteios de folgas adicionais para estimular quem está iniciando na prática.
"O nosso propósito é você faz atividade física e ganha um dia de folga pela atividade física que você fez", destaca Leme, ressaltando que cerca de metade da equipe de 30 profissionais aderiu voluntariamente ao desafio.
Desafios do home office, produtividade e etiqueta digital
No formato de trabalho remoto, adotado pela Sing antes da pandemia, a gestão precisa equilibrar a flexibilidade com o rigor na rotina. A agência estabelece reuniões com duração de 45 ou 55 minutos para garantir intervalos de respiro entre chamadas virtuais. Leme ressalta que trabalhar a distância exige treinamento contínuo em etiqueta digital, desde a ambientação da câmera até a transparência sobre o uso de aparelhos durante reuniões com clientes.
"Trabalhar home office não é fácil. Trabalhar home office exige muito da principalmente da equipe de gestão. Porque a gente precisa tá conectado com o que o colaborador tá fazendo", avalia Leme.
A cultura do GPTW e a gestão humanizada na Sing
A conquista do selo Great Place to Work pela agência pelo sétimo ano consecutivo reflete a estruturação de processos de gestão e vínculo de equipe. Para manter o engajamento e a proximidade, os profissionais comparecem ao escritório físico duas vezes por mês e participam de reuniões trimestrais de feedback com metas individuais e coletivas definidas.
"O que a gente percebe e o que a pesquisa traz também, é que você não ter o relacionamento faz com que as relações de trabalho sejam mais frias também, inclusive na hora de você tomar decisão se você quer ou não continuar trabalhando com a gente", conclui Leme. O debate completo sobre gestão e saúde mental pode ser acompanhado no vídeo acima.