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Como gerenciar equipes no home office com etiqueta digital

Janaína Leme explica os desafios de produtividade, postura em chamadas e respeito ao tempo na rotina remota.

A transição definitiva para o trabalho remoto impõe novos desafios de gestão, postura profissional e saúde da equipe. Janaína Leme detalha as práticas de etiqueta digital e a importância de pausas estruturadas entre reuniões.

Janaína Leme, sócia e head de relações públicas da Sing Comunicação, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre as exigências de liderança, etiqueta digital e produtividade no modelo de trabalho remoto.

Ao discutir a visão corporativa sobre o trabalho a distância, Leme afasta romantizações sobre o formato. "Não é um conto de fadas, achar que trabalhar de casa é incrível", afirma. Para ela, tanto o modelo presencial quanto o remoto envolvem desafios específicos que demandam maturidade das lideranças: "Trabalhar home office não é fácil. Trabalhar home office exige muito da principalmente da equipe de gestão. Porque a gente precisa tá conectado com o colaborador de alguma forma". No vídeo acima, Leme detalha como sua agência já operava remotamente antes da pandemia e como essa experiência prévia facilitou a adaptação.

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Recrutamento e capacitação digital

A seleção e a integração de profissionais para o ambiente remoto exigem critérios técnicos e comportamentais claros desde o primeiro contato. Leme relata que a agência realiza as entrevistas iniciais online justamente para testar o domínio das ferramentas corporativas, como Microsoft Teams, Slack ou StreamYard.

Além do domínio técnico, a agência desenvolveu orientações para alinhar a postura dos colaboradores com clientes. "Depois que elas vêm, a gente tem todo um trabalho para educá-las a serem digitais, que é saber ter uma postura para falar numa call, é saber pôr um cenário, é para não tá com a cama bagunçada na hora que entra na call para e vai falar com o cliente, ter por isso a gente criou os fundos", explica.

Como gerenciar equipes no home office com etiqueta digital

Pausas programadas e comunicação assíncrona

Outro desafio central do trabalho remoto é a sobreposição constante de agendas virtuais. Para combater o desgaste de chamadas consecutivas, a agência adotou reuniões com duração máxima de 45 ou 55 minutos. "A gente tem tentado manter reuniões de 45 minutos, de 55 minutos para pelo menos ter 5 minutos para a gente poder beber uma água e ir ao banheiro e conectar na próxima", pontua Leme.

A dinâmica assíncrona também requer disciplina e controle emocional dos gestores ao enviar mensagens e aguardar retornos. Leme destaca que o acesso à agenda compartilhada evita cobranças inadequadas: "A gente tem acesso à agenda da pessoa, então eu sei se meu colaborador tá numa call, eu sei se meu colaborador tá num encontro de relacionamento, eu não vou ficar mandando 50 mensagens até ele responder".

Etiqueta digital no relacionamento com o cliente

A atenção dispensada durante reuniões, sejam virtuais ou presenciais, impacta diretamente a confiança dos clientes. Leme compartilhou um caso no início da carreira em que quase perdeu uma conta ao fazer anotações no smartphone sem avisar o cliente presente.

"A gente tava fazendo as anotações do que você tava me falando ali no celular. Só que a gente não teve a malícia de falar para o cliente: 'Olha, estou usando o meu celular para fazer anotações'", relembra. O episódio serviu para consolidar regras claras de conduta na agência: "Então a partir daí, eu aprendi na marra que existe educação digital, profissionalmente falando".

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