Processos enxutos e redução de retrabalho em agências
Seiji Morita explica como enxugar funis operacionais e usar IA para liberar equipes criativas de tarefas burocráticas.
Em conversa no Marketing - The Podcast, Seiji Morita discute como ferramentas de gestão e automação devem diminuir o tempo gasto em controle de processos. A prioridade na operação de uma agência é encurtar etapas burocráticas para acelerar a entrega ao cliente.
Seiji Morita, CEO da Agência Omamori, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre como o excesso de etapas internas consome o tempo produtivo das agências e como estruturar fluxos enxutos com apoio de tecnologia.
No vídeo acima, a discussão parte do tempo que equipes de marketing perdem em atividades de suporte à operação — como alinhamentos de status, repasses manuais e organização de chamados —, em vez de focarem na execução direta dos materiais.
Menos tempo em telas de gestão
Para Morita, a função de uma boa gestão operacional é evitar que profissionais criativos gastem horas navegando em ferramentas de controle interno. O foco da operação deve ser a entrega final com assertividade.
"Quanto menos tempo a minha a galera de criatividade tem dentro de gestão, mais tempo a gente é assertivo no que a gente precisa mandar para o cliente", explica Morita. Ele questiona a criação de fluxos hipertrofiados para entregas cotidianas: "A gente tem um funil maravilhoso, tipo, tenho 15 etapas do funil. Beleza, mas isso realmente vai fazer sentido com uma demanda de um post de Instagram? Tipo, ele precisa passar por todas essas etapas?".
Separação de fluxos e apoio de agentes inteligentes
Morita destaca que diferentes áreas dentro da agência exigem tratamentos distintos no software de gestão. Enquanto a área de atendimento precisa operar inteiramente no sistema para registrar interações, qualificar leads e metrificar respostas, os setores de criação demandam dinâmicas mais ágeis.
Em frentes como design e copy, a agência passou a utilizar agentes integrados e instruções pré-configuradas para gerar cards, distribuir tarefas e atualizar prazos automaticamente. A premissa adotada é deixar que o próprio sistema organize os dados para que a equipe produza diretamente nas ferramentas criativas.
Velocidade de entrega e foco no essencial
Segundo Morita, a adoção de inteligência artificial nas operações de agência tem como principal objetivo a agilidade na tomada de decisão e na execução. Ele pontua que o processo se torna eficiente quando a base do trabalho é bem executada e padronizada, permitindo replicar rotinas sem inflar a burocracia.
"Eu acho que o simples é o que funciona muito bem", afirma Morita. Para ele, gestores devem revisar continuamente etapas desnecessárias e evitar que a centralização excessiva de decisões crie gargalos nas entregas dos clientes.