Atendimento omnichannel e relacionamento nas vendas B2B
Seiji Morita explica como o contato humanizado, a agilidade nos canais e a autenticidade definem o fechamento de contratos.
Em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, Seiji Morita detalha o papel do atendimento e da proximidade na retenção de clientes. O diálogo aborda como a integração de canais e as soft skills superam abordagens formais nas vendas corporativas.
Seiji Morita, CEO da Agência Omamori, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre como o atendimento consultivo e a construção de laços genuínos conduzem o fechamento de negócios e a retenção de contas no mercado corporativo.
No episódio em vídeo acima, Morita e Bruno analisam a dinâmica das conversas comerciais e mostram como pequenas interações cotidianas aceleram negociações mais do que apresentações formais.
A função do atendimento na rotina da agência
Ao abordar a integração de pontos de contato e a resposta rápida a clientes e leads, Morita destaca que a função do atendimento vai além de repassar recados técnicos. Para o convidado, quem atende precisa acompanhar o andamento dos projetos de forma prática para dar segurança a quem contrata o serviço.
"O atendimento hoje é a principal porta de entrada de uma agência", afirma Morita. Segundo ele, o cliente busca transparência sobre o que está sendo executado: "O cara que procura um atendimento ou ele tá numa correria muito grande, que ele não tá conseguindo olhar o que tá acontecendo lá dentro da empresa dele, ou ele tá querendo alguém para conversar. E geralmente é o segundo. Porque o cara fala assim: 'Pô, eu tô pagando os caras lá e eu preciso saber o que eles tão fazendo'. Se o atendimento não sabe, aí o cara já começa a falar: 'Pô, será que os caras tão trabalhando mesmo?'".
Soft skills e o peso do relacionamento no mercado brasileiro
Durante a conversa, Morita pontua que a comunicação interpessoal e o desenvolvimento de soft skills são determinantes para a sustentação de contratos e a identificação de oportunidades de up-sell. A troca frequente por canais diretos, como o WhatsApp e redes sociais, estabelece uma dinâmica de proximidade que transcende a relação estritamente transacional.
"Atendimento hoje é relacionamento", explica Morita. "Sem a sua base estrutural de atendimento, você não consegue ou fazer um up-sell, ou chamar o cara para alguma outra coisa que tá fazendo". Bruno Gimenes reforça a perspectiva cultural das negociações no país, citando princípios da obra de Jeff Gitomer sobre a necessidade de afinidade pessoal antes da assinatura de contratos corporativos.
Autenticidade, vendas de alto valor e transparência
Ao tratar de contratos de maior porte financeiro, Morita argumenta que reuniões excessivamente engessadas perdem eficácia diante de encontros informais e conversas francas sobre limites de entrega. Em negociações de high ticket, a clareza sobre capacidades reais da equipe gera a confiança necessária para o fechamento.
"Você ser muito pé no chão no relacionamento, nítido também, claro, isso é o mais importante", destaca Morita ao comentar a rotina comercial e a expansão de operações. "Eu vou prometer um negócio que eu não consigo fazer? Não. Eu vou chegar para o cara: 'Cara, eu não sei, mas a gente vai correr atrás. Minha equipe faz isso, isso, isso. Você quer que a gente faça isso? Sim. Legal. Então, me dá um tempo para a gente conseguir entender e aí conseguir estruturar tudo isso, mas eu vou te entregar'. Tipo, eu acho que em todo relacionamento, confiança é o mais importante".