A IA é estrutura e não a ponta final, diz Seiji Morita
Morita explica como a Agência Omamori usa IA para acelerar processos e estruturar dados sem terceirizar decisões.
Seiji Morita analisa o papel da inteligência artificial nas novas agências de marketing. O debate detalha o uso da tecnologia na estruturação de dados e processos sem substituir o julgamento humano.
Seiji Morita, CEO da Agência Omamori, analisou em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast o papel da inteligência artificial na operação e no modelo de negócios das novas agências. O episódio completo aborda também outros aspectos da gestão em marketing digital.
No vídeo acima, Morita e Bruno discutem a transformação do mercado após a aceleração digital da pandemia e a popularização das ferramentas generativas, que alteraram o ritmo de trabalho e a exigência técnica das equipes.
Da explosão de ferramentas à infraestrutura operacional
Para Morita, o mercado superou a primeira onda de novidade com prompts para entrar em uma fase em que agências qualificadas usam a IA como fundação de processos. Em vez de tratar a tecnologia como produto isolado, a agência atua como um acelerador de gestão e produtividade para o cliente.
Na visão de Morita, o diferencial competitivo está em conectar o conhecimento da agência aos dados do cliente: "na agência hoje a gente trabalha toda essa parte de ideias, entender o que tá acontecendo, briefar tudo que a gente precisa dentro de uma AI. Só que a ponta final é uma pessoa que está lá para pensar no no resultado final".
O papel humano na criatividade e nas decisões difíceis
Apesar de utilizar a tecnologia para estruturar campanhas e compilar insumos, Morita destaca que a criação e o acabamento dependem de profissionais qualificados. Bruno observa que o levantamento de informações preliminares, antes feito por meio de clipping manual, agora ocorre em minutos, mas demanda leitura e filtro humano.
Morita pontua que a tecnologia serve para organizar opções, e não para definir o rumo do negócio: "Não é ela que precisa tomar a decisão difícil. Ela vai te guiar os caminhos e você mesmo tem que tomar a decisão". Para Morita, a IA mapeia os dados do início ao fim, mas a responsabilidade estratégica final permanece com a equipe.