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O fim das listas e a busca local na era da IA

Rafael Somera explica como a IA generativa transforma o SEO e por que focar nas pessoas supera os algoritmos.

Em conversa no Marketing - The Podcast, Rafael Somera analisa a transição dos mecanismos de busca tradicionais para a IA conversacional. Ele detalha por que o cadastro preciso e o foco nas reais dúvidas do consumidor garantem relevância no Google e nas IAs.

Rafael Somera, CEO da Solutudo Brasil, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre o impacto da inteligência artificial generativa no SEO e na visibilidade digital de pequenas e médias empresas. A discussão aborda a evolução das buscas e faz parte de um episódio que também tratou de marketing local e reputação digital.

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Da era das listas para a era da escolha

Ao analisar a transição das ferramentas de pesquisa convencionais para os novos modelos de busca baseados em IA, Somera destaca que a entrega de resultados deixou de priorizar grandes volumes de links para focar em recomendações diretas. Para Somera, os sistemas não vão mais apresentar dezenas de alternativas genéricas, mas selecionar poucas opções com base em contexto e confiabilidade.

"Diferente do Google, que você entra lá e tem a primeira página, a segunda página, a terceira página, eu falo que a era das listas está morrendo e nós estamos entrando na era da escolha", explica Somera. Ele observa que estudos indicam que quase 50% dos métodos de busca das ferramentas de IA ainda dependem da base técnica de SEO, mas agregam fontes como Wikipedia e YouTube para checar autoridade.

O fim das listas e a busca local na era da IA

A linguagem conversacional e o conteúdo descritivo

No modelo tradicional de busca por palavras-chave, o usuário digitava termos isolados. Com assistentes inteligentes integrados a buscadores, as perguntas passaram a simular conversas reais de balcão, exigindo que os negócios detalhem suas especificidades em sites, perfis e cadastros.

"Na IA, eu converso, eu quero um chaveiro que trabalhe com chave Tetra no bairro Alto, com disponibilidade para atender quatro, eu tenho uma mais conversacional", afirma Somera. "E se essa informação não está disponível para aquela empresa, no cadastro dela, seja no Google, no site, no Instagram, onde for, a IA tem mais dificuldade de te encontrar." Bruno observa que a otimização para IA generativa funciona como uma nova camada sobre o SEO tradicional, onde blogs, links e respostas detalhadas continuam sendo determinantes.

O foco no cliente em vez do algoritmo

Ao compartilhar o caso da Solutudo — que exibe empresas 2 bilhões de vezes por ano no Google e é citada mais de 2 milhões de vezes por mês no ChatGPT —, Somera conta que a empresa decidiu parar de perseguir atualizações técnicas de algoritmos para focar na utilidade direta para o usuário final.

"A gente pegou as cidades e começou a atualizar o telefone de todas as empresas, colocar uma descrição legal para as pessoas usarem nossa plataforma, organizar os horários de atendimento, deixar o nosso cadastro perfeito para as pessoas", relata Somera. Ele reforça que a IA e os buscadores são apenas intermediários: "Toda vez que a gente foca no cliente, na linguagem dele, na fala dele, nas perguntas que ele faria no balcão e coisa do tipo, não tem como errar, o algoritmo não pode te ignorar, porque é isso que você tem, que é o que ele precisa entregar para as pessoas." No vídeo acima, é possível assistir à análise completa sobre a busca local e o comportamento de consumo digital.

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