Curated
Voltar M @marketingthepodcast 3 min de leitura
business

Mitos e verdades da relação entre assessores e jornalistas

Fernando Henrique Ahuvia analisa a rotina de contato com redações, o valor da negativa e o papel da IA nos releases.

Fernando Henrique Ahuvia avalia os principais estigmas da comunicação corporativa e do jornalismo. No Marketing - The Podcast, ele detalha o trabalho com releases, a importância de saber dizer não e como a inteligência artificial transforma a rotina.

Fernando Henrique Ahuvia participou de uma dinâmica sobre mitos e verdades da comunicação em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast. No formato intitulado "Impedimento ou Gol", no qual as afirmações consideradas falsas recebiam a marcação de impedimento e as verdadeiras eram validadas como gol, Ahuvia classificou todas as premissas apresentadas como mitos da profissão, desmistificando a atuação cotidiana entre redações e assessorias.

O trecho integra uma conversa mais ampla sobre os bastidores da cobertura jornalística e do trabalho institucional. No vídeo acima, é possível acompanhar a dinâmica completa e as análises sobre os atritos e parcerias construídos entre os dois lados da informação.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Além do disparo de releases

A primeira questão levantada no quadro questionou se o trabalho do assessor se resume a ligar para repórteres perguntando se determinado material foi recebido. Ahuvia rejeitou a simplificação de imediato. "O follow-up existe, ele é importante, mas o trabalho vai muito além de disparar release e cobrar publicação", explica.

A ideia de que existiria uma aversão generalizada entre jornalistas e assessores também foi descartada. Embora reconheça atritos pontuais na rotina de fechamento e apuração, Ahuvia destaca que a convivência profissional costuma ser positiva e colaborativa quando há respeito aos critérios de noticiabilidade.

Mitos e verdades da relação entre assessores e jornalistas

Experiência de redação e a necessidade do não

Questionado se profissionais com passagem prévia por redações realizam um trabalho superior em assessoria, Ahuvia apontou que a vivência em veículos tradicionais agrega repertório, mas não é pré-requisito exclusivo de sucesso. Com a expansão do mercado de comunicação corporativa, muitos profissionais constroem carreira diretamente nas agências e departamentos internos.

"A experiência de redação para mim dá um repertório, uma visão jornalística, mas uma boa assessoria também exige outras habilidades que às vezes você conquista só estando na assessoria", afirma. Da mesma forma, Ahuvia contestou a tese de que o assessor deve sempre atender a todas as demandas sem contestação. Segundo ele, saber negar pedidos faz parte da estratégia, desde que o motivo seja explicado com clareza para manter a credibilidade mútua.

A inteligência artificial e o formato do release

O debate abordou ainda o impacto da inteligência artificial generativa na produção de textos institucionais e o suposto fim dos comunicados à imprensa. Para Ahuvia, o release segue relevante como veículo oficial de informação das marcas, enquanto as ferramentas de IA passam a atuar como suporte operacional e de revisão.

"Eu mesmo uso a IA hoje já como um apoio. Eu gosto de fazer o meu texto, eu tenho meu jeito de escrever, mas o release, exatamente por isso, continua tendo o seu espaço. O que muda é a forma de produzir e trabalhar a informação", pontua Ahuvia, reforçando que o fator humano segue determinante na apuração e na linha editorial dos comunicados.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @marketingthepodcast