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A cartilha de convivência entre repórteres e assessores

Fernando Henrique Ahuvia lista as regras essenciais de respeito a prazos, transparência e relacionamento mútuo.

A relação entre redações e assessorias de imprensa depende de regras claras de convivência. Fernando Henrique Ahuvia detalha as práticas para evitar atritos e construir pontes de trabalho duradouras entre os dois lados da notícia.

Fernando Henrique Ahuvia, da área de comunicação do SBT, debateu com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast as diretrizes para um convívio equilibrado e produtivo entre repórteres e assessores de imprensa. A relação diária entre redações e assessorias de comunicação exige respeito mútuo aos processos e prazos de cada atividade profissional.

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O que o jornalista espera da assessoria

Para o assessor que busca ser bem atendido pelas redações, o primeiro princípio é o alinhamento com a rotina do repórter. Ahuvia ressalta que é necessário "respeitar o tempo do jornalista, entender o prazo, deadline, o que ele precisa para a gente tentar atender ele da melhor forma".

A honestidade sobre a viabilidade das respostas é outro fator decisivo. Evitar promessas vazias preserva o fechamento da pauta e a credibilidade do profissional. Segundo Ahuvia, a falta de clareza gera desgastes graves: "a pior coisa que tem, o que deixa a gente mais irritado, é enrolar a pessoa falando que vai conseguir, que vai conseguir e aí derruba o cara aos 45 do segundo tempo".

A cartilha de convivência entre repórteres e assessores

Além da agilidade nas respostas, a construção de pontes constantes sustenta a rotina de trabalho. Ahuvia pontua que os profissionais corporativos não devem se limitar a abordagens pontuais de pauta: "A gente não deve procurar o jornalista só quando a gente precisar divulgar alguma coisa".

O que a assessoria precisa da redação

Do lado das redações, a compreensão sobre a dinâmica interna das organizações também é indispensável. No vídeo acima, extraído de um episódio que aborda outros temas de bastidores da cobertura jornalística, Ahuvia reforça que "nem toda demanda pode ser atendida imediatamente naquele momento, às vezes o jornalista quer de hoje para hoje".

A clareza dos repórteres quanto ao ângulo da matéria e às informações pretendidas facilita o atendimento e qualifica o material gerado. "Quanto mais contexto, acho que mais informação, melhor o assessor consegue ajudar", explica Ahuvia. Para ele, o cultivo do diálogo contínuo também vale para quem apura: "não precisar só quando eu preciso de uma de uma entrevista ou uma informação, eu acho que é uma troca de ajuda ali, no fim a gente tá trabalhando todo mundo normalmente, todo mundo em prol da mesma coisa".

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