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Erros na relação entre jornalistas e assessores de imprensa

Fernando Henrique Ahuvia analisa a priorização excessiva de grandes veículos e a falta de compreensão de prazos.

A dinâmica entre redações e assessorias de imprensa frequentemente enfrenta ruídos operacionais e estratégicos. Em análise sobre a comunicação corporativa, são destacados os principais equívocos cometidos por ambos os lados na construção de pautas.

Fernando Henrique Ahuvia abordou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, os principais atritos e equívocos na rotina de trabalho entre repórteres e assessores de imprensa. O recorte integra um episódio mais amplo sobre os bastidores da comunicação.

Para Ahuvia, um dos erros mais recorrentes do lado das assessorias é a concentração exclusiva de esforços nos principais grupos de mídia. "Eu acho que um erro é o dar demais, às vezes, também só para os grandes veículos eh e esquecer que também a gente precisa dar espaço, às vezes, para veículos menores, para jornalistas que estão começando, que estão construindo, buscando o seu espaço", afirma.

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A fragmentação em nichos e novos veículos

Ahuvia pontua que repórteres no início de carreira ou ligados a portais menores frequentemente trazem abordagens que fogem do lugar-comum. Na visão dele, a estratégia de relações públicas precisa acompanhar a transformação do ecossistema de mídia, que deixou de depender exclusivamente dos nomes de massa da televisão aberta, como as antigas disputas entre Faustão e Gugu, para operar em canais altamente segmentados.

"Hoje a gente vive muito com nichos, né?", destaca Ahuvia ao comparar o consumo atual no streaming e em podcasts. Embora pautas institucionais exijam momentos de alcance massivo em grandes veículos, a distribuição direcionada para públicos específicos tornou-se parte essencial do planejamento de comunicação.

Erros na relação entre jornalistas e assessores de imprensa

O contexto operacional pelo lado dos repórteres

Do lado das redações e dos repórteres, Ahuvia identifica a incompreensão sobre os bastidores e os limites de quem atende a demanda como a principal falha. "Acho que do lado do jornalista acho que talvez o principal problema seja não entender, como eu tava falando antes, que existe um contexto por trás de qualquer demanda. Então, nem sempre o assessor vai conseguir atender exatamente naquele momento", explica.

Ao acompanhar o trecho no vídeo acima, é possível ver o detalhamento prático sobre o alinhamento de expectativas entre as duas pontas. Ahuvia conclui que a sustentabilidade da relação profissional depende de saber dosar prazos, entender negativas e conduzir recusas com clareza.

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