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IA e reputação: o equilíbrio editorial da CNN Brasil

Vanessa Gregoraci detalha o letramento semanal da equipe, a checagem humana e a presença do veículo dentro das LLMs.

Vanessa Gregoraci explica como a CNN Brasil utiliza inteligência artificial na rotina de produção sem abrir mão da apuração e da governança humana. A diretora comercial analisa também o impacto das LLMs na reputação das marcas e o papel do jornalismo em endossar respostas automatizadas.

Reputação e o endosso da autoridade jornalística

Vanessa Gregoraci, diretora comercial da CNN Brasil, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre a relação entre o avanço da inteligência artificial, o trabalho de apuração e a construção de valor para as marcas. Na visão de Gregoraci, o mercado publicitário tem priorizado estratégias diretas de conversão, muitas vezes negligenciando a consistência da imagem institucional ao longo do tempo.

Para Gregoraci, a credibilidade de um veículo de imprensa serve como um pilar de sustentação para os anunciantes. "Eu acho que cada vez mais as marcas, elas precisam ter essa sensibilidade de entender o um contexto de reputacional, né? Porque acredito que tem um um movimento muito forte, obviamente, de marketing para vendas, né? Mas pouco poucos se lembram que precisam sempre tá tracionando ali a reputação", afirma a diretora comercial.

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No vídeo acima, Gregoraci compartilha os bastidores da operação da emissora e detalha como a governança editorial se posiciona diante da pressão por métricas imediatas de audiência e ferramentas automatizadas.

IA e reputação: o equilíbrio editorial da CNN Brasil

Governança editorial e limites da automação

Ao abordar a introdução da IA na comunicação, Gregoraci destaca que a tecnologia traz oportunidades, mas exige cautela redobrada em ambientes noticiosos. Na CNN Brasil, a capacitação das equipes é contínua para mapear os limites do uso das ferramentas. "Semanalmente a gente faz letramento com relação a IA, então, tudo que que pode nos ajudar e que pode nos atrapalhar", explica.

A diretora comercial ressalta que a tecnologia atua no suporte à distribuição e no reaproveitamento de formatos, mas não substitui a apuração e a criação humana. "A IA, ela vem ajudando muito mais na na questão de cortes, de você fazer cortes para redes sociais, né? Enfim, de ajudar a capilarizar a informação. Mas a a informação nua e crua, ela é gerada ali do do dentro do nosso centro de de de jornalismo", pontua.

Para assegurar o padrão de apuração diante do fluxo de tendências digitais, a redação conta com uma estrutura fixa de validação. Segundo Gregoraci, existe uma tríade de editores dedicada a acompanhar os conteúdos da CNN Brasil, do canal CNN Money e do portal digital para realizar um double check constante antes da veiculação.

A presença de veículos em LLMs e o projeto for Brands

Além de ferramenta de apoio operacional, os modelos de linguagem em larga escala utilizam a produção jornalística para estruturar as próprias respostas aos usuários. Gregoraci observa que essa dinâmica cria uma relação de dupla via entre veículos e plataformas de tecnologia.

"A gente usa a inteligência artificial como ferramenta, mas a ferramenta também nos usa para endossar a tua resposta", destaca Gregoraci. A partir dessa dinâmica, a emissora desenvolveu o projeto for Brands, voltado a apoiar empresas no posicionamento e na reputação dentro das respostas geradas por sistemas de inteligência artificial generativa.

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