Expansão de editorias e o perfil consultivo em vendas de mídia
Vanessa Gregoraci explica como a oferta de novos temas na CNN Brasil fortalece narrativas comerciais especializadas.
A ampliação de editorias em veículos de comunicação vai além da atração de novos públicos e impacta a abordagem de negócios. Vanessa Gregoraci analisa a combinação entre a cobertura tradicional e temas complementares, além da necessidade de equipes de vendas dominarem setores técnicos para tracionar contratos.
Vanessa Gregoraci, diretora comercial da CNN Brasil, abordou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, como a diversificação de pautas se tornou um mecanismo para reter público e qualificar a abordagem comercial do veículo.
Retenção de público entre hard news e soft news
A estratégia de expandir a cobertura jornalística para além do noticiário tradicional de política e economia busca oferecer um panorama abrangente ao usuário que já consome a plataforma. Segundo Gregoraci, a proposta é ampliar a cesta de conteúdos sem descaracterizar a identidade central da marca: "Então, acho que geopolítica, economia, isso a gente é o nosso core, mas nada impede a gente ter uma editoria ali um pouco mais soft news, porque a gente já tá ali com a audiência ali presa." Ao integrar assuntos variados, como cobertura de partidas de tênis e outros esportes, o canal concentra o consumo em seu próprio ecossistema.
No vídeo acima, Gregoraci detalha essa estrutura temática e o impacto da capilarização de pautas no dia a dia da emissora.
Repertório técnico e postura de apuração no time comercial
A pulverização de temas também altera as exigências para quem atua na negociação de espaços publicitários. Para Gregoraci, os profissionais de vendas precisam incorporar habilidades analíticas para dialogar com marcas de setores específicos: "E na área comercial, que é o que eu, né, que eu vivo hoje, os meus executivos, eles também têm que ter, eles também têm que ser um pouco de jornalistas, né, até para ter narrativa de frente para um cliente e às vezes até um pouco mais técnico".
Essa profundidade é direcionada a verticais como agronegócio, infraestrutura, mineração, energia e sustentabilidade. Gregoraci destaca que o domínio conceitual desses mercados é o que viabiliza a geração de novos contratos: "Então, não deixa de ser também um pouco de de de jornalista ali, porque você tem que se inteirar para poder chegar na frente do cliente e ter minimamente uma narrativa eh bacana ali para tracionar uma oportunidade de negócio." O conhecimento acumulado torna-se o ativo central para sustentar o modelo consultivo perante os anunciantes.