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Digitalização e queda nos custos de LED impulsionam fatia do OOH

Luís Felipe Loli Argello analisa o avanço da mídia exterior no bolo publicitário e a meta de alcançar 20% de share.

A expansão das telas digitais e a redução nos custos do LED transformaram a mídia exterior no terceiro maior meio de investimento publicitário no Brasil. Em conversa sobre o mercado de OOH, Luís Felipe Loli Argello detalha os fatores por trás do crescimento do meio e as projeções para os próximos anos.

A mídia exterior consolidou sua posição como o terceiro maior canal de investimento nos planos de mídia no Brasil. Em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, Luís Felipe Loli Argello, CCO da We OOH, explicou que essa escalada recente foi alavancada pela digitalização acelerada dos pontos urbanos e pela desidratação de formatos tradicionais, como o impresso. O episódio completo aborda outras frentes da mídia exterior, mas o avanço do inventário digital concentra os principais fatores da mudança.

No vídeo acima, Loli descreve a transformação técnica dos equipamentos e como a barreira de entrada diminuiu para os operadores. "A gente vem num boom de digitalização de 2021 para cá, 20 para cá, muita muita peça rápida na rua, muito muita tecnologia nova e barata", afirma. Ele aponta que a evolução nos custos facilitou a implementação de projetos: "Você pega um painel de LED a 8 anos atrás, era três vezes o preço que é um painel de LED hoje".

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Com a substituição gradual de materiais estáticos por telas digitais e a perda de espaço de veículos impressos, a participação do OOH no bolo publicitário cresceu. "Eu acho que a explosão, a gente pega esse ano agora, já estamos em 14% do do meio, vamos dizer assim, o share do mercado", pontua Argello, que projeta continuidade na trajetória de alta: "Eu tenho cara, entusiasmo, não vou dizer convicção, que nos próximos 2 anos a gente chega aos 20%".

Ao detalhar a divisão das verbas, Argello compara o cenário geral com a distribuição da publicidade governamental, onde a fatia da mídia exterior ainda tem espaço para avançar. Segundo ele, nesse segmento específico a divisão histórica se concentra em 50% para televisão, 15% para rádio e 10% para OOH, disputando espaço com internet e portais. Para o mercado amplo, a expectativa de Argello é que o OOH encerre o ano próximo de 15% e atinja 20% nos próximos 24 meses.

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