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Criatividade, IA e conexões humanas no marketing B2B de nicho

Josiele Saugo detalha a relevância da escuta ativa, a liderança em comunidades e as práticas para sindicatos e associações.

Em conversa no Marketing - The Podcast, Josiele Saugo analisa a interseção entre análise de comportamento, inovação e relações interpessoais. A gestora aborda os desafios de comunicação no terceiro setor, as transformações entre gerações no ambiente de trabalho e o papel prático da criatividade nos negócios.

Josiele Saugo, coordenadora de marketing da HiGestor, participou de conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast para debater a integração entre estratégia de negócios, comportamento humano e mercado B2B.

Ao longo da conversa disponibilizada no vídeo acima, Saugo compartilhou sua vivência na liderança de equipes e projetos comunitários, apontando como ferramentas analíticas e repertório cultural estruturam ações comerciais sustentáveis.

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A trajetória de Josiele Saugo e a numerologia pitagórica

Com formação em publicidade e atuação consolidada no mercado de tecnologia e gestão, Saugo iniciou sua carreira a partir da curiosidade por pessoas e comportamento. Durante a pandemia, buscou formação em numerologia pitagórica para compreender melhor dinâmicas individuais e grupais, aplicando esse conhecimento à sua rotina de liderança.

"Eu uso a numerologia como ela é uma ferramenta de autoconhecimento que vem de Pitágoras, a linha que eu estudo. Então, eu uso ela muito como uma ferramenta para investigar e conhecer padrões, que é algo que no marketing a gente utiliza muito, mas quando a gente também vai para gestão de pessoas, liderança, isso traz uma escuta ativa, um olhar mais humano para as pessoas", explica Saugo.

Criatividade, IA e conexões humanas no marketing B2B de nicho

CMO Summit, inteligência artificial e a centralidade das conexões humanas

Ao comentar sua participação no CMO Summit e as discussões recentes do SXSW, Saugo refletiu sobre a busca desenfreada por previsões e tendências tecnológicas em detrimento do contato direto. Para ela, a IA deve atuar como suporte operacional, sem sobrepor a sensibilidade interpessoal e a troca presencial.

"A IA, ela não substitui o que a gente tem enquanto humano, que é ao lado das emoções, que é ao lado do sentir o outro, perceber o outro, mas para isso a gente precisa primeiro estar presente", afirma Saugo. Bruno complementa destacando que o ambiente presencial expõe nuances de comunicação não verbal indispensáveis para parcerias e negócios.

Economia criativa, World Creativity Day e podcasts como repertório

Como líder da edição do World Creativity Day em Itajaí, Saugo abordou a transição da exploração de recursos materiais para a valorização de ativos imateriais e intelectuais. O festival busca demonstrar como a criatividade fomenta o desenvolvimento sustentável em diferentes cidades, além de abrir espaço para discutir temas como a economia prateada e o etarismo no mercado.

"O Dia Mundial da Criatividade, ele vem como essa provocação de como a criatividade ela se torna um motor, ela se torna uma ferramenta, um incentivo para que a gente continue crescendo economicamente nas cidades, nos locais, de uma forma sustentável", destaca Saugo. Para ampliar o repertório estratégico, a profissional recomenda programas como De Carona na Carreira e Elefantes na Neblina.

Diferenças geracionais, liderança jovem e escuta ativa

O debate avançou sobre os novos modelos de trabalho e a convivência entre profissionais de diferentes idades. Saugo relatou sua experiência como líder no Startup Weekend Vertical Woman em Itajaí, evento da metodologia Techstars no qual equipes desenvolvem e validam startups em 54 horas, com 75% das vagas voltadas a mulheres.

Citando a obra O Palhaço e o Psicanalista, Saugo ressalta a importância de líderes ouvirem suas equipes: "Ela me abriu muitos horizontes pra esse outro lugar, em que a gente precisa, numa mesa de gestão, ou numa posição de liderança, ouvir mais do que falar, né? Porque é a gente que está a serviço daquelas pessoas também, assim como a gente está a serviço daquela empresa".

Marketing B2B de nicho e o papel da criatividade no associativismo

Ao analisar o cenário brasileiro — composto por mais de 15.000 sindicatos registrados e mais de 300.000 associações ativas segundo dados do IBGE —, Saugo observou que essas entidades exigem estabilidade institucional e clareza para engajar categorias laborais e patronais. Diante de pesquisas que indicam baixa adoção de automação no terceiro setor, a criatividade atua como mecanismo para solucionar entraves operacionais reais.

"A criatividade, ela tem um papel primeiro da gente abrir os nossos horizontes, então pensar coisas novas, trazer novos pontos de vista, a gente pesquisar coisas diferentes, expandir a nossa consciência mesmo, mas quando a gente traz para a parte prática, ela precisa servir, ela precisa servir e ela precisa ser útil", pontua Saugo.

O impacto social e sustentável das empresas

Encerrando a conversa, os participantes discutiram como a atuação corporativa pode ir além do lucro e atuar diretamente na preservação ambiental e na inclusão de comunidades locais. Saugo citou iniciativas produtivas na Amazônia como exemplos de integração sustentável da cadeia produtiva.

"Ao invés de ser só a pessoa que vai lá e retira a matéria prima, por que não integrar as comunidades ao trabalho que ele faz em São Paulo? E de uma forma em que a região local da produção não sofra tantos impactos", reforça Saugo, defendendo que a conexão entre negócios e responsabilidade socioambiental é o caminho para um mercado sustentável.

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