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"A IA vem como ferramenta, não oráculo", diz Josiele Saugo

No CMO Summit e no SXSW, o debate sobre inteligência artificial converge para o papel das relações humanas.

Josiele Saugo analisa como a inteligência artificial deve apoiar as relações humanas em vez de substituí-las. Em debate no Marketing - The Podcast, ela discute os aprendizados do CMO Summit, as limitações das previsões de tendências e a importância dos encontros presenciais.

Ferramenta em vez de resposta pronta

Josiele Saugo, coordenadora de marketing da HiGestor, discutiu, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, a centralidade das relações humanas diante do avanço da inteligência artificial. O episódio também aborda outros temas de negócios e carreira, mas destaca as percepções de eventos como o CMO Summit e o SXSW, onde os debates sobre tecnologia invariavelmente retornam à gestão de pessoas e ao comportamento coletivo.

"A IA, ela vem como uma ferramenta, né, mas não como um oráculo ou como uma resposta pronta", afirma Saugo. Para ela, o mercado busca respostas externas na tecnologia quando o movimento necessário exige avaliar como cada profissional se posiciona e como suas ações impactam os demais no ambiente de trabalho.

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O limite das previsões e a mudança de comportamento

Ao comentar discussões recentes apresentadas no SXSW e em eventos do setor, Saugo destaca que antecipar cenários futuros perdeu sustentabilidade diante da velocidade com que o mundo se transforma. A atenção migrou da tentativa de prever o futuro para a necessidade de compreender mudanças comportamentais e transições geracionais.

"Prever tendências hoje já não é mais sustentável, não é uma coisa mais que a gente consegue manter, porque o mundo, ele tá mudando com muita frequência e a gente se colocar nesse lugar de previsões é algo que até antiquado", pontua Saugo. Para ela, a inteligência artificial já está incorporada à rotina e deixou de ser um diferencial em si, exigindo uma remodelagem da visão coletiva sobre como utilizar essas ferramentas para fortalecer conexões reais.

"A IA vem como ferramenta, não oráculo", diz Josiele Saugo

Presença física e o valor das trocas no marketing

O distanciamento entre as pessoas e o foco excessivo no trabalho diante das telas acentuaram a necessidade de convivência direta. Saugo cita o conceito de sociedade líquida de Zygmunt Bauman ao analisar o enfraquecimento dos vínculos interpessoais e argumenta que eventos de mercado ganham relevância pelas conversas presenciais individuais.

"A IA, ela não substitui o que a gente tem enquanto humano, que é ao lado das emoções, que é ao lado do sentir o outro, perceber o outro, mas para isso a gente precisa primeiro estar presente", explica Saugo. No vídeo acima, é possível acompanhar o debate detalhado e o contexto das trocas estabelecidas durante os encontros do setor.

Bruno observa que o isolamento do trabalho remoto e a interação exclusiva com a IA limitam a percepção de nuances e da linguagem não verbal. Para os participantes, marketing e criatividade dependem da convivência com pessoas para resolver problemas concretos de negócio.

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