Travessia Poliana Okimoto: história, bastidores e expansão
Com mais de 3 mil atletas e parceria com a Vega Sports, a TPO consolida sua estrutura e avalia planos para novos estados.
Criada para perpetuar o legado da medalhista olímpica, a Travessia Poliana Okimoto já reúne mais de 3 mil atletas por etapa. Ricardo Cintra detalha os bastidores da criação da prova, o crescimento do aquathlon e os desafios de expandir o evento para outras regiões do país.
Criada para valorizar e perpetuar a história da medalhista olímpica nas águas abertas, a Travessia Poliana Okimoto (TPO) transformou-se em um dos eventos mais concorridos do calendário paulista de maratona aquática. O que começou como uma operação praticamente familiar, hoje reúne milhares de apaixonados pelo mar em etapas de alto nível técnico e organizacional.
Da montagem artesanal aos mais de 3 mil inscritos
Nos primeiros passos do evento, a logística era totalmente manual. O treinador Ricardo Cintra relembra que a equipe passava madrugadas montando kits e organizando cada detalhe por conta própria, ao lado de Poliana e amigos próximos. O empenho deu resultado: a prova cresceu de forma consistente e ultrapassou a marca de 3 mil inscritos na etapa mais recente, impulsionada também pelo crescimento expressivo da modalidade de aquathlon dentro da programação.
Parceria com a Vega Sports e padrão de entrega
Um ponto de virada importante para a maturidade do evento foi a entrada da Vega Sports, organizadora tradicional de corridas de rua e de grandes eventos esportivos. A aproximação aconteceu após uma visita de Marcão, sócio da Vega e ex-jogador de futebol, a uma etapa realizada no Guarujá. Impressionada com a atmosfera e com o potencial da natação em águas abertas, a empresa entrou como sócia da TPO para somar estrutura logística e profissionalismo à competição.
Para Cintra, carregar o nome de Poliana no evento traz uma responsabilidade extra. A prioridade sempre foi blindar a imagem da atleta entregando uma prova redonda, com segurança e infraestrutura para nadadores de diferentes níveis.
Planos de expansão e a cautela para novos estados
O sucesso em São Paulo frequentemente gera pedidos de edições em outras regiões. Antes da pandemia, a organização chegou a planejar um calendário com cinco etapas, incluindo praças como Fortaleza e Itajaí. O cenário sanitário global na época suspendeu os planos, e a estratégia atual prioriza a solidez: realizar duas etapas anuais muito bem executadas no litoral de São Paulo.
Apesar do cuidado para não dar passos maiores que as pernas — já que a margem financeira de provas aquáticas é estreita diante do alto volume de trabalho operacional —, o radar para o futuro continua aberto. Regiões litorâneas de Santa Catarina (como Bombas, Bombinhas e Itapema) e o Nordeste, especialmente Fortaleza com seu forte público de natação, seguem entre os destinos mais cotados caso a TPO decida desbravar novos mares.