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Ironmãe e Ironfilha: Rosecler e Marcela no triathlon

Duas gerações dividem a paixão pelas provas de endurance, perrengues históricos e a superação da maternidade no esporte.

Rosecler Costa e Marcela Amorim contam como o triathlon uniu mãe e filha dentro e fora das pistas. Confira os principais temas abordados no episódio do Se Liga Nelas, da estreia nos 226 km aos desafios de treinar mulheres no esporte.

No episódio do Se Liga Nelas, o podcast recebeu Rosecler Costa, a veterana Ironmãe, e sua filha, Marcela Amorim, para uma conversa sobre convivência familiar, rotina de treinos e o triathlon vivido em duas gerações. A seguir, veja um resumo dos temas debatidos no encontro.

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Rosecler em família e os primeiros passos de Marcela no esporte

Fora das competições, a convivência familiar é marcada por afeto e parceria. Marcela recorda que, na infância, a mãe treinava na madrugada para estar sempre presente durante o dia. Rosecler relembra o nascimento da filha e os primeiros anos na natação, ressaltando o cuidado que teve para não pressioná-la a seguir uma carreira esportiva profissional quando Marcela decidiu deixar a natação competitiva aos 15 anos.

Ironmãe e Ironfilha: Rosecler e Marcela no triathlon

A estreia de Marcelinha no Ironman e a trajetória até a prova

Inspirada pela mãe, Marcela traçou o objetivo de fazer um Ironman completo desde muito jovem. Ela respeitou as etapas do esporte, passando por distâncias Short, Olímpico e pelo Ironman 70.3 de São Paulo, antes de encarar e concluir o Ironman Brasil em Florianópolis aos 19 anos, vivendo a prova com entusiasmo do início ao fim.

Maternidade, superação da culpa e a importância do autocuidado

Rosecler aborda os desafios e os julgamentos sociais enfrentados por mulheres que mantêm rotinas de treino intensas enquanto criam os filhos. Ela defende a importância de buscar o autocuidado e construir uma rede de apoio sólida, mostrando que a mãe precisa estar realizada consigo mesma para oferecer o seu melhor à família.

O início da carreira de Rosecler no triathlon e no ciclismo

Com início na natação aos sete anos para tratar a bronquite, Rosecler migrou para o biathlon e o triathlon em Santos nos anos 1990. Ela se destacou fortemente no ciclismo, competindo pela seleção santista e faturando medalha nos Jogos Abertos do Interior antes de construir sua trajetória de longa data nas provas de endurance.

A experiência no Mundial de Kona e o susto com a caravela

Mãe e filha relembram a viagem em família para o Campeonato Mundial de Ironman em Kona, no Havaí, em 2018. Além do impacto de acompanhar o clima da ilha, Rosecler relata o susto de ter sido queimada no rosto por uma caravela durante o treino no mar uma semana antes da largada.

Perrengues em provas: hipotermia e ambulâncias em Mar del Plata e Floripa

O histórico competitivo também inclui momentos extremos. Elas relembram as situações de frio severo, hipotermia e desidratação que exigiram atendimento médico e transporte de ambulância no Ironman de Mar del Plata, em 2017, e na edição chuvosa do Ironman Brasil 2024.

Correndo juntas, cumplicidade na prova e planos futuros

A cumplicidade entre as duas se reflete na linha de chegada de provas recentes, onde competem lado a lado sem cobranças de rivalidade. Para o próximo ciclo, Marcela planeja focar na rotina universitária, conciliando os estudos com provas na distância de meio Ironman.

A missão de incentivar e treinar mulheres no esporte

Atuando como treinadora, Rosecler destaca a satisfação de acolher e guiar outras mulheres no triathlon. O objetivo principal é compartilhar os aprendizados acumulados em três décadas de carreira para encurtar caminhos, tirar dúvidas técnicas e dar segurança a quem deseja ingressar nas provas de endurance.

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