Rosecler Costa e Marcela Amorim: cumplicidade e futuro
Mãe e filha detalham a estratégia de competir juntas, o equilíbrio com a faculdade e os próximos passos no triathlon.
Rosecler Costa e Marcela Amorim explicam como alinham as expectativas antes de largar juntas em provas de triathlon e revelam os planos esportivos da dupla, incluindo provas de Ironman 70.3.
Dividir a pista com a própria mãe é uma experiência rara no triathlon de longa distância, mas para Rosecler Costa, a Ironmãe, e sua filha Marcela Amorim, a parceria exige antes de tudo alinhamento prévio. Em conversa no programa Se Liga Nelas, do canal Stemma Sports, a dupla explicou como define os objetivos de cada competição para evitar frustrações com vagas ou pódios e manter a diversão como prioridade.
Alinhamento antes da largada e apoio na corrida
O pacto entre mãe e filha começa nos treinos e nas conversas prévias. Segundo Marcela, as duas sempre combinam com clareza se o objetivo daquele dia é buscar performance e pódio na categoria ou simplesmente curtir o percurso lado a lado. Quando a meta é competir a sério, a regra é largar juntas e deixar que cada uma faça sua própria prova, sem cobranças para esperar pela outra.
Apesar disso, momentos espontâneos de cumplicidade acontecem com frequência. No Troféu Brasil, por exemplo, o encontro durante a etapa de corrida não havia sido planejado, mas uma foi puxando o ritmo da outra até cruzarem a linha de chegada juntas. Já em outras disputas, como no Ironman 70.3 São Paulo, a chegada lado a lado foi uma decisão previamente acordada para celebrar a parceria familiar no esporte.
Prioridade nos estudos e foco no Ironman 70.3
Questionada sobre a continuidade nas distâncias completas após a estreia no Ironman, Marcela pontuou que o calendário precisará se adaptar à sua rotina acadêmica. A demanda de tempo da faculdade inviabiliza o volume massivo de treinos exigido para um full Ironman no próximo ciclo, fazendo com que a distância 70.3 assuma o papel principal em seus planos.
A transição de fase também traz uma nova realidade financeira: a busca por patrocinadores e a responsabilidade de bancar as próprias inscrições. Rosecler lembrou com bom humor que passou pelo mesmo processo após competir pela primeira vez no Mundial de Kona em 2015, quando precisou estruturar parcerias comerciais para sustentar a carreira no esporte.
Com apenas 19 anos, Marcela entende que a longevidade no esporte e a formação profissional caminham juntas, permitindo que o sonho de disputar grandes provas mundiais ao lado de Rosecler continue sendo construído sem pressa, com foco na consistência e na saúde.