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Rosecler Costa relembra início no triathlon e base no ciclismo

Da natação contra a bronquite à medalha nos Jogos Abertos, a triatleta detalha sua rotina e raízes na Baixada Santista.

Rosecler Costa resgata as origens de sua carreira esportiva em Santos, desde as primeiras braçadas na infância até as competições de elite no ciclismo e no triathlon. Ela conta como a disciplina rígida moldou sua mentalidade competitiva.

A trajetória de Rosecler Costa no esporte começou longe de qualquer pretensão profissional. Aos 7 anos, ela foi colocada na natação por recomendação médica para tratar um quadro de bronquite. Sem treinar em clubes estruturados e admitindo que não gostava da piscina na infância, a água serviu apenas como primeiro contato com a atividade física antes de encontrar sua verdadeira vocação nas ruas.

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O boom do triathlon em Santos e a estreia no asfalto

Durante a adolescência de Rosecler, o triathlon viveu uma fase de grande expansão no Brasil, tendo Santos como epicentro da modalidade. Moradora do bairro do Gonzaga, ela acompanhava os eventos de perto e deu os primeiros passos nos bastidores, trabalhando como staff no tradicional Troféu Brasil. Atraída pelo clima das provas, passou a competir no biathlon (natação e corrida). Como ainda enfrentava dificuldades na água e costumava sair entre as últimas, dependia do ritmo forte na corrida para recuperar posições.

Rosecler Costa relembra início no triathlon e base no ciclismo

Destaque no ciclismo e a transição para a elite

A virada definitiva aconteceu quando Rosecler ganhou uma bicicleta da mãe e estreou no Triathlon Internacional de Santos. O ciclismo rapidamente se tornou o ponto mais forte de sua performance, abrindo portas para a Seleção Santista de Ciclismo. Sob as cores da cidade, ela conquistou a medalha de prata nos Jogos Abertos do Interior de 2000, disputados na própria Baixada Santista.

O destaque nas duas rodas rendeu um convite para integrar a equipe de triathlon da faculdade Unimonte. Naquela época, as largadas profissionais femininas reuniam pelotões densos, com 20 a 30 atletas disputando cada etapa do Troféu Brasil e do Internacional. Rosecler passou a alinhar ao lado de nomes que representavam o país em Jogos Olímpicos e Mundiais, construindo uma postura focada e competitiva.

Gestão do tempo e a mentalidade no esporte

Mesmo dividindo a rotina com a maternidade e com a escassez de provas no calendário nacional da época — quando era necessário viajar para praças como Caiobá e Rio de Janeiro —, Rosecler manteve uma disciplina espartana. Com filhos pequenos, os treinos eram cronometrados à risca: planilhas executadas no tempo exato disponível, sem espaço para dispersão antes ou depois das sessões.

Essa abordagem levou Rosecler a se definir como uma atleta de perfil dedicado, trazendo a força do pedal como diferencial técnico em todas as provas. Para a triatleta, a natação sempre funcionou como uma etapa de aquecimento e superação inicial para, assim que pisar no asfalto e subir na bicicleta, imprimir seu ritmo característico.

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