Assessoria Okimoto & Cintra: polos, treinos e evolução amadora
Com sedes no Sírio e no Esperia, a equipe liderada por Ricardo Cintra prepara nadadores do zero até ultramaratonas.
A assessoria esportiva Okimoto & Cintra atende nadadores amadores em dois polos tradicionais de São Paulo, no Clube Sírio e no Clube Esperia. O treinador Ricardo Cintra detalhou a rotina de treinos, a estrutura das piscinas e histórias de evolução de alunos rumo a provas de longa distância.
Completando uma década de história, a Okimoto & Cintra consolidou sua atuação no desenvolvimento de nadadores amadores em São Paulo. Em participação no podcast Natação Stemma, o treinador Ricardo Cintra detalhou a operação da assessoria esportiva, que divide suas atividades de piscina entre a Zona Sul e a Zona Norte da capital paulista.
Polos de treino e estrutura no Sírio e no Esperia
A assessoria conta com dois núcleos de treinamento com regras de acesso distintas. Na Zona Sul, as atividades acontecem diariamente no Clube Sírio, com acesso voltado exclusivamente para associados do clube. Já na Zona Norte, às margens da Marginal Tietê, os treinos são sediados no Clube Esperia, onde atletas não associados também podem se matricular diretamente para treinar com a equipe.
O Esperia carrega um histórico marcante para a equipe: foi na piscina semiolímpica de 25 metros do clube — coberta, aquecida e envidraçada — que Poliana Okimoto realizou grande parte da preparação que culminou em seu título mundial e na medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. No local, as sessões da assessoria ocorrem às segundas, quartas e sextas-feiras, divididas em dois horários matinais (das 6h às 7h20 e das 7h20 às 8h30) e uma turma noturna (das 19h20 às 20h30).
Da adaptação inicial às provas de ultra distância
Além de trabalhar com quem já disputa maratonas aquáticas, a metodologia da assessoria acolhe nadadores que chegam sem conseguir sustentar distâncias básicas. Cintra destacou histórias de superação interna, como o caso da aluna Bárbara, que ingressou na equipe sem conseguir nadar 1.000 metros contínuos e hoje treina para desafios de ultra distância, incluindo a tradicional Travessia 14 Bis.
Outro exemplo citado pelo treinador foi o de João, um policial que começou na assessoria sem conseguir nadar 50 metros sem parar na borda. Com o compromisso de manter a dedicação e o ritmo de treinos, o atleta evoluiu a ponto de conquistar pódios por categoria em provas de grande porte como a Ultra e a Mega, mirando também os 24 km da 14 Bis. Para Ricardo Cintra, conduzir essas transformações na rotina de praticantes amadores representa uma realização esportiva contínua.